A crise na Síria atingiu novos níveis de tensão este sábado, quando manifestantes em Jaramana, um subúrbio predominantemente druso e cristão de Damasco, derrubaram uma estátua de Hafez al Assad, pai do atual presidente Bashar al Assad. O ato simbólico ocorre em meio a um avanço significativo das forças rebeldes em direção à capital, segundo relatos e ativistas locais.
Segundo testemunhas consultadas pela agência AFP, dezenas de manifestantes participaram na demolição da estátua situada numa praça principal que levava o nome do antigo líder sírio.
Na verdade, vídeos verificados que circulam nas redes sociais mostram jovens entoando palavras de ordem contra o regime enquanto destroem o monumento. Atos semelhantes foram relatados em outras regiões, como Daraa e Hama, onde moradores atearam fogo a um cartaz gigante do Presidente Bashar al Assad na fachada da Câmara Municipal.
Por outro lado, o avanço rebelde, liderado pela aliança islâmica Hayat Tahrir al-Sham (HTS) , intensificou os combates. Segundo Hassan Abdel Ghani, comandante rebelde, as forças da oposição estão a realizar “a fase final para cercar a capital”.
O líder do HTS, Ahmed al-Sharaa, também conhecido como Abu Mohammed al-Jolani, instou os combatentes a se prepararem para tomar Damasco. E garantiu que “o objetivo da revolução continua a ser a derrubada do regime”.
Por seu lado, o governo sírio negou que as suas tropas se tenham retirado de posições estratégicas em torno de Damasco. O Ministério da Defesa afirmou que as suas forças “estão presentes em todas as áreas do interior de Damasco” e chamou de propaganda os relatórios contrários.
Entretanto, os observadores internacionais sublinham a impossibilidade de verificar de forma independente grande parte da informação, dado o acesso limitado dos jornalistas às zonas de conflito. (El Nacional)


