O chefe do Pentágono e secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou, na madrugada deste domingo (2), na plataforma X que os Estados Unidos realizaram um novo ataque a uma embarcação supostamente carregada de drogas no mar do Caribe. Na postagem, Hegseth afirma que três “terroristas” foram mortos e que não houve feridos por parte das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Ele acrescentou que a operação em águas internacionais foi motivada por informações de inteligência estadunidense e que os militares dos Estados Unidos continuarão a perseguir, “caçar e matar” traficantes de drogas, assim como fizeram com integrantes da Al-Khaeda, escreveu. Com este novo ataque, já são 16 as embarcações destruídas pelas forças norte-americanas em águas internacionais.
O anúncio ocorre horas após o presidente Donald Trump ter afirmado a jornalistas em um voo da Air Force 1 que não iria atacar a Venezuela. Uma reportagem da CNN indica que uma justificativa para a mudança seria a informação de que os serviços de inteligência dos Estados Unidos teriam identificado que a maioria das embarcações com drogas destinadas ao país tem como origem o México e a Colômbia.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro afirmou, na sexta-feira (31), que os Estados Unidos “querem roubar a maior reserva de petróleo do mundo” e buscam “impor uma agenda” de ameaças militares e guerra psicológica”. A declaração foi feita durante o Encontro Parlamentar do Grande Caribe em Defesa da Paz, realizado no Palácio de Miraflores, em Caracas, com a presença de parlamentares de vários países da região, entre eles o Brasil.
O país sul-americano possui as maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris (159 litros cada) e sua extração é dificultada com ataques na região.
Ainda na sexta-feira (31), a Organização das Nações Unidas (ONU) condenou os ataques norte-americanos e os classificou como “execuções extrajudiciais”. De acordo com o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Tür, os ataques realizados pelos EUA já mataram 60 pessoas desde o início de setembro. “Os EUA devem interromper tais ataques e tomar todas as medidas necessárias para evitar a execução extrajudicial de pessoas a bordo desses barcos”, declarou Tür.(Brasil de Fato)

