O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (4), a retirada “imediata” de 700 policiais de imigração de Minneapolis, após semanas de tensão na cidade com protestos pelas operações contra imigrantes. Dois manifestantes morreram pelas mãos de agentes federais. O anúncio da retirada foi feito pelo czar fronteiriço Tom Homan.
Segundo ele, “há uma melhor colaboração com as autoridades locais e uma menor necessidade de manter agentes federais na cidade”.
“Isso libera mais policiais para prender ou deportar estrangeiros criminosos, permitindo que mais policiais assumam a custódia de estrangeiros criminosos diretamente das prisões, o que significa menos policiais nas ruas envolvidos em operações criminais”, disse.
Ainda segundo Homan, apesar do anúncio de retirada de 700 agentes, ‘cerca de 2 mil’ agentes de imigração permanecem no estado de Minnesota.
“Fizemos avanços significativos”, acrescentou Homan, apresentando números das operações: 139 detidos por agressão, 87 por crimes sexuais e 28 por pertencer a gangues.
Segundo ele, “há uma melhor colaboração com as autoridades locais e uma menor necessidade de manter agentes federais na cidade”.
“Isso libera mais policiais para prender ou deportar estrangeiros criminosos, permitindo que mais policiais assumam a custódia de estrangeiros criminosos diretamente das prisões, o que significa menos policiais nas ruas envolvidos em operações criminais”, disse.
Ainda segundo Homan, apesar do anúncio de retirada de 700 agentes, ‘cerca de 2 mil’ agentes de imigração permanecem no estado de Minnesota.
“Fizemos avanços significativos”, acrescentou Homan, apresentando números das operações: 139 detidos por agressão, 87 por crimes sexuais e 28 por pertencer a gangues.
Protestos e mortes
A Justiça dos Estados Unidos rejeitou uma ação que pedia a suspensão imediata das operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, em inglês) contra imigrantes no Minnesota, que já mataram duas pessoas no estado.

Em 8 de janeiro, no início dos protestos, Renee Nicole Good, uma mãe de três filhos, de 37 anos, que havia acabado de se mudar para a cidade, foi baleada e morta, dentro do seu veículo, por agentes do ICE.
Vídeos mostram o veículo utilitário esportivo bordô de Renee bloqueando uma rua residencial e uma multidão, que parecem estar protestando, toma a calçada.
Agentes de imigração param ao lado do veículo estacionado na rua e dizem à mulher ao volante para sair do carro. Um dos agentes puxa a maçaneta da porta do motorista. Outro agente está posicionado perto da frente do veículo. Esse agente abre fogo quando ela tenta arrancar com o carro.
Já no dia 24 de janeiro, Alex Jeffrey Pretti, um cidadão norte-americano de 37 anos que trabalhava como enfermeiro de terapia intensiva, também foi morto a tiros por agentes federais durante uma manifestação.
Nos dois casos, o governo Trump alegou legítima defesa dos agentes, mas vídeos feitos no momento das mortes mostram que a versão não procede.
No caso de Pretti, ele já havia sido dominado quando levou os tiros.
O presidente Donald Trump defendeu o envio de 3 mil homens para a região como uma medida necessária para fiscalizar os movimentos de imigração no país.
Mesmo com a retirada anunciada nesta quarta, as operações vão continuar no estado com pelo menos 2 mil agentes.(IG)



