Brasília, 08/03/2026

Seguro derrota extrema direita e é eleito presidente de Portugal

António José Seguro, do Partido Socialista, foi eleito presidente de Portugal, após o segundo turno das eleições que aconteceu neste domingo (8). Seguro venceu André Ventura, do partido de extrema direita Chega, com 66% dos votos válidos contra 33% do seu adversário político. A taxa de abstenção foi de 48%, nível, semelhante ao do primeiro turno, quando ficou em 47,7%. O voto em Portugal não é obrigatório.

Seguro já tinha vencido o primeiro turno com 31,11% dos votos. Ventura ficou em segundo, com 23,52%. Ventura reconheceu a derrota, ao deixar uma igreja católica de Lisboa.

“Este é o resultado. Agora é hora de torcer que Antônio José Seguro faça um governo que corresponda à expectativa. Vou continuar a trabalhar humildemente para conquistar a confiança dos portugueses”, afirmou à imprensa.

Na cidade de Caldas da Rainha, em Leiria,  na região central do país, onde reside, Seguro agradeceu os votos.

“O povo português é o melhor povo do mundo”, declarou.

A abstenção era grande preocupação em todo o país, porque  Portugal tem sofrido com temporais desde a semana passada.

As chuvas intensas inclusive adiaram a votação em 17 freguesias para semana que vem, o que não deve alterar o resultado, já que, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE), o adiamento abrange um total de 37 mil eleitores inscritos, ou 0,3% dos votos válidos. Além disso, parte destes eleitores já havia votado antecipadamente.

O presidente eleito

António José Seguro é político e professor universitário, com longa trajetória no Partido Socialista. Foi deputado, eurodeputado, secretário de Estado e ministro-adjunto, além de ter comandado o Partido Socialista por vários anos.

Formado em r elações internacionais e mestre em ciência política, construiu sua candidatura com discurso de moderação, defesa da estabilidade institucional e valorização do papel do presidente como garantia do regime democrático surgido após a Revolução dos Cravos

Portugal é uma república semipresidencialista, modelo em que o Poder Executivo é compartilhado entre o presidente da República e o primeiro-ministro.

O presidente é o chefe de Estado e tem funções sobretudo institucionais, como garantir o funcionamento regular das instituições democráticas, nomear o primeiro-ministro e promulgar leis aprovadas pelo Parlamento.

Mesmo assim, o presidente  de Portugal exerce influência política relevante. Cabe a ele, por exemplo, dissolver o Parlamento e convocar novas eleições em situações de crise, além de vetar leis e atuar como mediador em conflitos entre os poderes.

Já o primeiro-ministro, escolhido com base na maioria parlamentar, é responsável pela condução do governo e pela execução das políticas públicas. A posse de António José Seguro será no dia 9 de março.(IG)

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