Brasília, 07/03/2026

Opinião – Mera coincidência

Luiz Carlos Bordoni (*)

Maximilien Robespierre (1758-1794) foi uma figura central e controversa da Revolução Francesa, conhecido como “O Incorruptível”, que liderou o período do Terror (1793-1794). Como líder jacobino e membro do Comitê de Salvação Pública, ele justificou a violência extrema para defender a revolução contra inimigos internos e externos, resultando em cerca de 17.000 execuções oficiais por guilhotina.

Os principais excessos atribuídos a Robespierre incluem:

A Lei de 22 de Prairial: Impulsionada por ele, simplificou a justiça, eliminou advogados de defesa e testemunhas, acelerando as execuções no “Grande Terror”.

Perseguição de Aliados: Executou ex-companheiros revolucionários, incluindo Georges Danton e Camille Desmoulins, por discordarem de seus métodos.

Centralização de Poder: Agiu de forma ditatorial, ignorando garantias fundamentais em nome da “virtude”.

Culto ao Ser Supremo: TENTOU impor uma religião estatal baseada na razão, o que gerou ridículo e alienação entre seus pares.Seu foco obsessivo em eliminar opositores e sua política de terror causaram pânico generalizado na Convenção. Temendo serem as próximas vítimas, seus adversários conspiraram contra ele. Robespierre foi preso e guilhotinado em 28 de julho de 1794 (10 de Termidor), marcando o fim do Terror e de sua influência radical na Revolução.

Qualquer semelhança com o ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal, é mera coincidência. Ou melhor, não há nenhuma semelhança. Ou melhor ainda: nada a ver. Foi engano, terrível engano. Mas que parece, parece.

(*) Luiz Carlos Bordoni é Jornalista

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