Finalmente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu hoje (17) que foi “pego de surpresa” pela intensidade da retaliação do Irã depois de ataques aéreos conduzidos pelos EUA e por Israel contra instalações militares iranianas em fevereiro. Segundo o Wall Street Journal, Trump afirmou que, se não tivesse retirado os EUA do acordo nuclear firmado durante o governo do ex-presidente Barack Obama, Israel teria sido “incinerado”, e que a escala das ações iranianas superou suas expectativas.
De acordo com agência reportagens da Reuters, os ataques de retaliação do Irã atingiram bases militares e aliados dos EUA em países do Golfo Pérsico, incluindo Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait, e houve tentativas de interromper o tráfego pelo Estreito de Ormuz. Fontes de inteligência anônimas relataram que Trump havia sido alertado sobre a possibilidade de resposta iraniana, mas que a magnitude dos ataques ainda assim foi inesperada (Reuters, 2026).
O presidente enfatizou que a retirada dos EUA do acordo nuclear com Teerã em 2018 foi decisiva para proteger Israel, reforçando que políticas anteriores, como o acordo de Obama, não teriam evitado a escalada. O Yahoo Finance destacou que Trump repetiu essas declarações durante entrevistas e encontros com jornalistas na Casa Branca, argumentando que sua decisão militar foi preventiva.
Especialistas internacionais e analistas de política externa apontam que a escalada começou com ataques coordenados de Israel e dos EUA contra centros militares iranianos, incluindo depósitos de mísseis e bases estratégicas, conforme descreve a Wikipedia. Em resposta, o Irã realizou ataques com mísseis balísticos e drones contra alvos no Golfo Pérsico, ampliando o alcance da retaliação além de suas fronteiras.
A diferença entre os avisos de inteligência e as declarações públicas de Trump gerou debate sobre a condução da política externa norte-americana. Segundo a Reuters, membros do Congresso e analistas criticaram a subestimação da capacidade de retaliação iraniana, alertando para o risco de escalada militar regional e impacto econômico global devido à ameaça às rotas de petróleo.
Até o momento, a Casa Branca não divulgou detalhes adicionais sobre os relatórios de inteligência ou operações militares que antecederam os ataques, mantendo a cautela diante da situação volátil no Oriente Médio, conforme reportou o Times of India, que também destacou que aliados europeus e do Golfo têm buscado negociações diplomáticas para reduzir riscos.
