O governo do Irã afirmou, por meio de declarações à mídia estatal e de um comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que responderá à morte de Ali Larijani, secretário do órgão, classificado oficialmente como “martirizado” após um suposto assassinato.
Segundo a imprensa estatal iraniana e autoridades citadas por agências internacionais, dirigentes do país afirmaram que a resposta ocorrerá “no momento e local apropriados”, sem detalhar possíveis medidas. A posição reforça a narrativa já apresentada pelo conselho de segurança, que descreveu o episódio como um “ato de agressão”.
A morte de Larijani foi inicialmente mencionada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que declarou, conforme divulgado por meios oficiais israelenses e repercutido pela imprensa internacional, que o dirigente iraniano havia sido “eliminado” na noite de segunda-feira (16). O governo israelense, no entanto, não apresentou detalhes adicionais nem confirmou oficialmente a operação.
Fontes diplomáticas ouvidas por agências internacionais afirmam que o episódio ocorre dentro de um padrão de confrontos indiretos entre Irã e Israel, envolvendo operações encobertas e ações de inteligência. Essas fontes destacam que casos semelhantes, embora raramente reconhecidos formalmente, têm marcado a rivalidade entre os dois países nos últimos anos.
De acordo com autoridades dos Estados Unidos, que falaram por meio do Departamento de Estado, Washington acompanha o caso “com preocupação” e mantém contato com aliados na região, defendendo contenção para evitar escalada. Em linha semelhante, a Organização das Nações Unidas informou, por meio de seu secretariado, que monitora a situação e incentiva soluções diplomáticas, enquanto a União Europeia pediu “máxima moderação” em nota oficial.
Especialistas em segurança internacional ouvidos por consultorias e centros de pesquisa avaliam que o cenário mais provável é de retaliação indireta. “O Irã tende a responder de forma calibrada, muitas vezes por meio de aliados ou operações assimétricas”, afirmou um analista ligado a um instituto europeu. Outro especialista destacou, segundo essas mesmas fontes, que o risco de erro de cálculo permanece elevado diante da ausência de canais diretos de comunicação entre as partes.
Até o momento, não há confirmação independente sobre as circunstâncias da morte de Larijani. Autoridades iranianas não divulgaram detalhes operacionais, enquanto Israel mantém silêncio além das declarações iniciais. Diplomatas ouvidos por agências avaliam que os próximos dias serão decisivos para determinar se o episódio permanecerá no campo de confrontos indiretos ou evoluirá para uma crise mais ampla no Oriente Médio.

