Brasília, 20/03/2026

EUA mobilizam forças aéreas para reabrir o Estreito de Ormuz

 Os Estados Unidos ampliaram sua ofensiva militar com o emprego de aviões de ataque A-10 e helicópteros Apache na tentativa de conter ações iranianas no Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo, à medida que a guerra com o Irã entra na terceira semana e agrava a tensão nos mercados internacionais de energia. Autoridades americanas disseram que a operação busca proteger a navegação comercial e neutralizar ameaças como lanchas rápidas e embarcações usadas para lançar minas no estreito.

Segundo o Business Insider, que citou declarações do chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, os A-10 “Warthog” foram colocados em combate contra embarcações rápidas iranianas no estreito, enquanto helicópteros Apache passaram a atuar em missões ligadas à expansão da campanha aérea no Golfo e em áreas do sul do Irã. A Reuters também informou que o Pentágono considera a proteção de pontos estratégicos como o Estreito de Ormuz parte central da resposta militar americana nesta fase do conflito.

A operação ganhou urgência em meio à disparada do petróleo. A Associated Press relatou que líderes europeus reunidos em Bruxelas cobraram a reabertura do Estreito de Ormuz e alertaram para os efeitos da guerra sobre os preços globais da energia. Em paralelo, uma declaração conjunta publicada pela Reuters mostrou que Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão condenaram os ataques iranianos a navios comerciais e à infraestrutura civil e defenderam ações para garantir a passagem marítima.

O estreito é considerado um dos principais gargalos energéticos do mundo, e qualquer interrupção prolongada ameaça o abastecimento internacional. A AP destacou que a União Europeia tem evitado, por ora, um envolvimento militar direto, apesar da pressão por medidas para restaurar a livre navegação. O bloco tem priorizado pedidos de desescalada e respostas econômicas diante do avanço dos custos de energia.

A ampliação das operações americanas ocorre em um ambiente de crescente isolamento diplomático de Washington na tentativa de montar uma coalizão militar imediata. Embora países aliados tenham condenado os ataques iranianos e apoiado o princípio da liberdade de navegação, as capitais europeias e o Japão, até agora, sinalizaram mais disposição para apoio político e planejamento do que para adesão imediata a uma ofensiva armada no Golfo.

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