Brasília, 17/06/2026

Trump recua e fala em negociações com o Irã

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (23/03), que houve avanço nas conversas com o Irã e decidiu adiar por cinco dias uma eventual ofensiva contra instalações energéticas iranianas. Segundo a Reuters, Trump disse que americanos e iranianos encontraram “pontos importantes de entendimento” nas negociações em curso. Trump também declarou que Washington está em contato com um “líder iraniano respeitado” e sustentou que há chance de um acordo para reduzir a crise no Golfo.

A mudança de tom ocorreu depois de o presidente americano ter ameaçado atacar a infraestrutura elétrica iraniana caso Teerã não aliviasse a pressão sobre o Estreito de Ormuz, área estratégica para o fluxo mundial de petróleo. A própria Reuters informou que o adiamento da ação militar foi interpretado como uma tentativa de abrir espaço para uma solução diplomática.

Do lado iraniano, porém, o discurso continuou duro. Segundo a Reuters, o Conselho de Defesa do Irã advertiu que qualquer ataque à costa sul do país ou às ilhas iranianas poderá levar ao fechamento total do Golfo, com uso de minas marítimas.

Em outra reportagem, a Reuters relatou que a Guarda Revolucionária afirmou que, se usinas iranianas forem atingidas, haverá retaliação contra instalações elétricas israelenses e contra estruturas regionais ligadas ao abastecimento de bases americanas.

Apesar da fala otimista de Trump, Teerã negou a existência de negociações. A Associated Press informou que autoridades iranianas rejeitaram publicamente a versão da Casa Branca e acusaram Washington de tentar influenciar os mercados com o anúncio.

Nos mercados, o efeito foi imediato. A AP registrou queda do petróleo e recuperação das bolsas após a sinalização de que a Casa Branca poderia privilegiar a via diplomática, ainda que a tensão militar permaneça elevada.

A novidade nas falas de Trump hoje foi o recuo tático da ameaça imediata de ataque, substituída por um discurso de avanço diplomático. Mas, com o Irã mantendo ameaças de represália e negando as negociações, a crise no Golfo segue aberta e volátil.

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