Brasília, 16/06/2026

Bank of America fecha acordo de US$ 72,5 milhões com vítimas de Jeffrey Epstein

O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões para encerrar uma ação judicial movida por vítimas de Jeffrey Epstein, segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana neste sábado.

O processo foi apresentado em 2025 em um tribunal federal de Nova York e acusa a instituição financeira de ter se beneficiado da relação comercial com Epstein, mesmo diante de sinais de irregularidades em suas movimentações bancárias. De acordo com a ação, o banco teria ignorado indícios de que contas vinculadas ao financista estavam sendo utilizadas para facilitar a exploração sexual de menores.

As alegações sustentam que o Bank of America manteve Epstein como cliente por anos, permitindo a realização de transações suspeitas que, segundo os autores, deveriam ter acionado mecanismos internos de controle e prevenção a crimes financeiros. O acordo não implica reconhecimento formal de culpa por parte da instituição, prática comum nesse tipo de resolução judicial.

Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento sob acusações de tráfico sexual, mantinha uma extensa rede de contatos entre empresários, políticos e figuras públicas, o que ampliou o alcance das investigações e das ações civis movidas por vítimas.

Casos envolvendo instituições financeiras têm ganhado destaque nos Estados Unidos, à medida que vítimas buscam responsabilizar não apenas os autores diretos dos crimes, mas também empresas que, supostamente, teriam facilitado ou negligenciado atividades ilícitas.

O acordo agora firmado encerra mais um capítulo das disputas judiciais relacionadas ao caso Epstein, que segue gerando repercussões no sistema financeiro e no meio jurídico norte-americano.

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