O senador Rodrigo Pacheco deve oficializar, nesta quarta-feira (1º), sua saída do PSD e filiação ao PSB, em movimento que reforça sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo apuração da CNN, o ato de filiação ocorrerá na sede nacional do PSB, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente da legenda, João Campos. A movimentação consolida a aproximação de Pacheco com a base governista e o posiciona como principal aposta do Palácio do Planalto em Minas.
Além da mudança partidária, Pacheco deve levar consigo um grupo político relevante no estado, incluindo a filiação de ao menos sete ex-prefeitos ao PSB, ampliando sua base de apoio regional.
Idas e vindas
A decisão de migrar para o PSB encerra um período de articulações e indefinições partidárias. Nos últimos meses, Pacheco chegou a negociar sua filiação ao União Brasil, legenda que poderia lhe oferecer maior autonomia regional. No entanto, a falta de definição do partido em relação à disputa presidencial — com dúvidas entre neutralidade ou apoio ao senador Flávio Bolsonaro — pesou contra a escolha.
O movimento atual também marca mais um capítulo na trajetória política de Pacheco, caracterizada por reposicionamentos estratégicos. Ele ganhou projeção nacional ao assumir a presidência do Senado em 2021, cargo que ocupou até 2025, período em que transitou entre diferentes polos políticos, mantendo interlocução tanto com o governo federal quanto com setores da oposição.
Inicialmente eleito com perfil mais independente, Pacheco aproximou-se gradualmente do governo Lula, especialmente em pautas econômicas e institucionais, o que abriu caminho para sua possível candidatura ao Executivo estadual com apoio do PT e aliados.
Estratégia para Minas
A filiação ao PSB é vista como um passo decisivo para viabilizar a candidatura em Minas Gerais, estado considerado estratégico no cenário nacional. Com o novo partido, Pacheco busca consolidar uma aliança de centro-esquerda, ancorada no apoio do governo federal e em lideranças regionais.
A expectativa entre aliados é que a mudança partidária permita maior coesão política e clareza de posicionamento, em contraste com o cenário de incerteza enfrentado durante as negociações anteriores.
Nos bastidores, a avaliação é de que o senador aposta em uma candidatura competitiva, sustentada por sua experiência institucional e pela capacidade de articulação construída ao longo dos últimos anos no Congresso Nacional.
