Israel afirmou que continuará a “atacar o Hezbollah onde for necessário”, um dia após uma ofensiva de grande escala no Líbano, segundo informações divulgadas por veículos internacionais como Reuters e BBC News. A declaração foi atribuída ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que voltou a defender a ação militar como legítima defesa diante das ameaças do Hezbollah.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, citado por Al Jazeera e Reuters, ao menos 203 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas nos ataques realizados na quarta-feira. As autoridades locais também relataram, conforme a BBC News, que hospitais estão sobrecarregados e enfrentam dificuldades para atender o alto número de vítimas.
Ainda segundo a Reuters, os bombardeios tiveram como alvo estruturas que Israel afirma serem utilizadas pelo Hezbollah, incluindo posições no sul do país e áreas próximas à capital, Beirute. Já a Al Jazeera destaca que o grupo nega parte das acusações e afirma que áreas civis foram atingidas.
No cenário regional, a BBC News informa que, apesar do cessar-fogo recente entre Irã e Israel, não houve registro de grandes ataques diretos no segundo dia da trégua. Analistas ouvidos pela Reuters avaliam, no entanto, que o acordo segue frágil e pode ser afetado por ações indiretas envolvendo aliados regionais, como o Hezbollah.
Organizações internacionais também demonstraram preocupação com o impacto humanitário. A ONU alertou, segundo a BBC News, para o risco de agravamento da crise no Líbano, enquanto a Cruz Vermelha Internacional reforçou a necessidade de assistência emergencial às vítimas, conforme reportado pela Al Jazeera.
O quadro segue instável, com risco de escalada, diante da possibilidade de novas ofensivas e de eventual ampliação do conflito na região, conforme apontam análises reunidas por Reuters e BBC News.


