Brasília, 13/06/2026

Irã começa a faturar com cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, procura uma saída honrosa para a guerra, o governo do Irã afirmou ter começado a arrecadar receitas com a cobrança de pedágios de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. 

Segundo a agência de notícias semioficial Tasnim News Agency, o vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamid Reza Haji Babaei, declarou que o país já recebeu os primeiros valores decorrentes da nova política tarifária. De acordo com ele, os recursos foram depositados diretamente no banco central iraniano, embora o montante arrecadado não tenha sido divulgado.

A iniciativa, ainda cercada de incertezas, ocorre em meio a tensões recorrentes na região do Golfo Pérsico e levanta questionamentos no cenário internacional. O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente, sendo vital para economias dependentes da importação de energia, especialmente na Ásia, Europa e América do Norte.

Especialistas em geopolítica e comércio internacional avaliam que a eventual institucionalização de tarifas por parte do Irã pode gerar reações de outros países, sobretudo daqueles que defendem a liberdade de navegação em águas internacionais. Há também preocupações sobre possíveis impactos nos preços do petróleo e no custo do frete marítimo, já que qualquer encarecimento ou risco adicional na rota tende a ser repassado ao mercado global.

Até o momento, autoridades iranianas não detalharam os critérios de cobrança, quais embarcações estariam sujeitas às taxas nem como o sistema será operacionalizado. Tampouco houve confirmação independente por organismos internacionais ou por outros países usuários da rota sobre a implementação efetiva da medida.

A movimentação é observada com cautela por analistas, que apontam que mudanças no controle ou nas regras de passagem pelo Estreito de Ormuz costumam ter repercussões imediatas no equilíbrio energético global e podem intensificar disputas diplomáticas já existentes na região.

 

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