Brasília, 29/06/2026

A candidata Paloma Valencia, denuncia plano das FARC para assassiná-la

A candidata à Presidência da Colômbia, Paloma Valencia, denunciou nesta segunda-feira (27) um suposto plano para assassiná-la, atribuído por ela a uma dissidência das antigas FARC. Segundo a candidata, autoridades de segurança informaram que um grupo criminoso teria oferecido cerca de 2 bilhões de pesos (aproximadamente US$ 560 mil) para executar o atentado. Informações do El Nacional.

De acordo com Valencia, a ameaça estaria ligada à chamada 42ª Frente e a um homem conhecido pelo codinome “Buchetula”. A candidata, que figura entre os primeiros colocados nas pesquisas para a eleição de 31 de maio, afirmou que não pretende recuar e reforçou o discurso de combate à violência no país.

O governo colombiano, por sua vez, contestou a versão. Em publicação nas redes sociais, o presidente Gustavo Petro afirmou que não há indícios de um plano real e classificou o episódio como um possível conflito entre criminosos. Na mesma linha, o ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, informou que investigações de inteligência descartaram a existência de ameaça concreta relacionada ao grupo citado.

Apesar da divergência, o governo assegurou a manutenção dos esquemas de proteção aos candidatos. Valencia também mencionou o assassinato do senador Miguel Uribe Turbay, no ano passado, e voltou a criticar a política de “paz total” do governo, que, segundo ela, beneficia organizações criminosas.

A campanha eleitoral na Colômbia tem sido marcada por relatos de ameaças contra diferentes candidatos, em um cenário de tensão crescente às vésperas do pleito.

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