Brasília, 15/06/2026

Depois de novos ataques de Zema, Eduardo Bolsonaro quer rompimento com o Novo

O embate entre o grupo político da família Bolsonaro e o Partido Novo ganhou novos capítulos após críticas de Romeu Zema ao senador Flávio Bolsonaro. A polêmica envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, citado em mensagens e áudios divulgados recentemente. Zema voltou a afirmar que pessoas que mantêm proximidade com indivíduos sob suspeita devem ser observadas com cautela e defendeu que, quando o Novo recebeu uma doação de Vorcaro em 2022, não existiam questionamentos públicos sobre o empresário.

A declaração provocou reação de Eduardo Bolsonaro, que acusou Zema de atacar Flávio por conveniência política e sugeriu que o grupo alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro rompa definitivamente com o Partido Novo. Para Eduardo, as críticas do ex-governador mineiro são inadequadas e contribuem para ampliar divisões dentro do campo conservador.

A crise marca uma mudança significativa na relação entre Zema e Flávio Bolsonaro. Os dois já foram vistos como possíveis aliados e chegaram a ser apontados como nomes capazes de atuar juntos em futuras disputas eleitorais. No entanto, a relação se deteriorou após a divulgação de conversas nas quais Flávio teria solicitado apoio financeiro de Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Desde então, Zema passou a adotar um tom mais duro contra o senador, classificando o episódio como grave e afirmando que integrantes do Novo se sentiram traídos por não terem sido informados sobre a ligação entre Flávio e o banqueiro. O caso aprofundou as divergências entre os dois grupos políticos e abriu uma nova frente de disputa dentro da direita brasileira, em um cenário já marcado pelas articulações e estratégias para as eleições de 2026.

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