Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na tarde de quarta-feira, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
“Este terremoto foi o segundo evento de um par. O terremoto principal, de magnitude 7,5, foi precedido 39 segundos antes por um tremor precursor de magnitude 7,2”, disse o USGS, atualizando uma avaliação anterior que estimava a magnitude do primeiro terremoto em 7,1.
Os tremores, que causaram o desabamento de prédios em Caracas e foram sentidos na vizinha Colômbia, ocorreram com um minuto de intervalo, em locais separados por cerca de 45 quilômetros e em diferentes profundidades, de acordo com dados do USGS.
Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela quase consecutivamente na quarta-feira, causando o desabamento de prédios, feridos e cenas de pânico em Caracas, segundo autoridades e jornalistas da AFP.
Um primeiro terremoto de magnitude 7,2 teve seu epicentro a 21 km a oeste de Morón às 18h04, horário da Venezuela, e foi seguido quase um minuto depois por outro mais forte, de magnitude 7,5, a poucos quilômetros de distância, conforme indicado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) em X. Os tremores foram sentidos até na Colômbia.
As cenas em Caracas eram de destruição e pânico, segundo um jornalista da AFP, que viu um prédio de 22 andares completamente destruído no bairro de Altamira. Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros. “Precisamos de lanternas”, disse um deles ao cair da noite.
Segundo o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, vários prédios desabaram. “Temos alguns feridos e prédios que desabaram”, afirmou.
Em um movimentado centro comercial em Altamira, o chão começou a tremer, prateleiras caíram nas lojas e as pessoas correram em massa para a rua, de acordo com o jornalista da AFP.
“Foi incrível, nem sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar (do shopping). Muitas coisas caíram de algumas lojas. Saímos pela escada de emergência, foi assim que nos tiraram de lá”, disse à AFP Heidi Romero, uma lojista de 42 anos.
“A escada se soltou, a parede inteira rachou. Coisas caíram do teto. Foi horrível”, disse Odalis Escalona, de 54 anos, que trabalha em um banco.
Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro. Dezenas de pessoas que haviam evacuado prédios em Caracas aguardavam nas ruas antes de retornarem a seus escritórios e casas, temendo possíveis tremores secundários.


