Brasília, 26/06/2026

Terremotos na Venezuela deixam 589 mortos; ajuda internacional é ampliada

Caracas – O número de mortos em decorrência dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) subiu para 589, segundo novo balanço divulgado na madrugada desta sexta-feira (26) pela presidente interina Delcy Rodríguez. O governo informou ainda que 2.980 pessoas ficaram feridas e que já foram registradas 214 réplicas desde os dois abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, que devastaram principalmente os estados de La Guaira e Caracas. De acordo com o jornal venezuelano El Universal, as operações de resgate seguem em ritmo intenso.

Rodríguez confirmou a militarização de La Guaira para reforçar a segurança e coordenar as ações de socorro, além da liberação de recursos emergenciais às famílias atingidas por meio do sistema Patria. A presidente também agradeceu o trabalho de voluntários, motociclistas e equipes de resgate que atuam na distribuição de alimentos, medicamentos e na busca por sobreviventes entre os escombros.

Na área econômica, o governo determinou que os ministérios do Comércio e da Juventude façam um levantamento dos prejuízos sofridos por comerciantes e empresários, com o objetivo de criar linhas de apoio para a recuperação das atividades nas regiões afetadas.

As operações de socorro ganharam reforço internacional nesta sexta-feira. Equipes especializadas de diversos países já chegaram à Venezuela, entre eles México, República Dominicana, El Salvador, Espanha, Colômbia, Suíça, Alemanha e Estados Unidos, enquanto novos contingentes são esperados nas próximas horas. Os Estados Unidos anunciaram um pacote de US$ 150 milhões em ajuda humanitária e flexibilizaram temporariamente algumas sanções para facilitar o envio de recursos e equipamentos de emergência.

Segundo informações divulgadas por autoridades e organismos internacionais, mais de 50 mil pessoas ainda são consideradas desaparecidas ou sem contato, enquanto centenas permanecem presas sob os escombros. A Organização das Nações Unidas e agências humanitárias alertam que milhões de venezuelanos poderão ser afetados pela tragédia, considerada uma das maiores catástrofes naturais da história recente do país. As equipes de resgate seguem trabalhando contra o tempo, enquanto as chances de encontrar sobreviventes diminuem com o passar das horas.

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