Brasília, 01/07/2026

Alcolumbre reclama de ser chamado de ‘o homem das pautas-bomba`

O presidente do Senado FederalDavi Alcolumbre (União-AP), chamou de inadequadas as “agressões, ofensas e ataques” que vem sofrendo de “autoridades” em função de projetos que tem pautado no Senado. A fala ocorreu dentro do plenário do Senado, na tarde desta terça-feira (30). Informações de  Vinícius CasselaSara Curcino, g1 e TV Globo.

“Não está bom, não é adequada a maneira que algumas autoridades da República estão tratando alguns assuntos que estão pendentes de apreciação no Senado Federal. Não está normal as agressões, as ofensas e os ataques que o presidente do Senado Federal está tendo a todo instante”, afirmou.

O presidente falou durante sessão para debate de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

Pelo impacto bilionário nas contas públicas, a PEC é considerada uma das pautas-bomba encampadas pelo senador. A proposta foi tema de reunião nesta terça entre Alcolumbre e a senadora Teresa Leitão (PT-PE), nova líder do governo no Senado, além do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.

A PEC estava pautada para votação nesta terça, mas o presidente do Senado anunciou ao chegar ao Congresso que a proposta seria submetida ao rito constitucional, com sessões para debate antes das votações em primeiro e segundo turno.

Desde o começo da sua gestão como presidente do Senado, Alcolumbre adotou uma postura pública de neutralidade, dizendo ao governo que ele estava aberto ao diálogo mas, ao mesmo tempo, reclamando de ataques que vinha sofrendo, principalmente nas redes sociais, e que classificava sendo organizada por integrantes do governo.

“Eu vou defender uma casa bicentenária na condição de presidente do Senado Federal e não aceito ofensas, agressões e ataques por aqueles que acusavam outrora, outra autoridade. E que agora estão fazendo a mesma coisa com o presidente do Senado agora e que no ano passado fizeram com o presidente da Câmara dos Deputados, colocando um carimbo como o Congresso inimigo do povo”, disse ele nesta terça.

Histórico de embates

Ainda no ano passado, a primeira crítica feita por Alcolumbre ao governo surgiu durante a queda de braço com o governo a respeito do aumento na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em maio passado. À época, o presidente do Senado chamou de “usurpação” a tentativa do governo de aumentar o tributo.

“Que este exemplo do IOF, dado pelo governo federal, seja o último daquelas decisões tomadas pelo governo tentando, de certo modo, usurpar as atribuições legislativas do poder Legislativo”, afirmou Alcolumbre à época.

Nesta terça, um ano depois e após vários entraves entre os poderes, Alcolumbre volta a reclamar do governo em função da pressão que vem sofrendo em função da possibilidade de aprovação de “pautas-bombas” ao orçamento do Executivo e, que, segundo Alcolumbre, estão culpando o Congresso Nacional.

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