O Banco de Brasília (BRB) deve receber até o fim de julho um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em uma operação considerada decisiva para fortalecer o patrimônio da instituição e encerrar a fase mais delicada da crise enfrentada pelo banco. Segundo o Correio Braziliense, o BRB e o Governo do Distrito Federal (GDF), controlador da instituição, cumpriram todas as exigências previstas no acordo mediado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os últimos ajustes técnicos foram discutidos em reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a governadora do DF, Celina Leão (PP), o presidente do BRB, Nelson de Souza, e o secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira. Paralelamente, um consórcio de bancos privados liderado pelo Banco do Brasil define a participação de cada instituição na composição do financiamento. O BRB também já apresentou ao Banco Central seu plano de negócios para o período de 2026 a 2035, considerado uma das etapas necessárias para a conclusão da operação.
Crise do BRB
A crise começou após o anúncio da aquisição de participação no Banco Master pelo BRB, operação que provocou forte repercussão no mercado financeiro e levou os órgãos reguladores a examinar seus impactos sobre a situação patrimonial da instituição brasiliense. As discussões envolveram o Banco Central, o Governo do Distrito Federal, o Supremo Tribunal Federal e o Fundo Garantidor de Créditos, que passaram a construir uma solução para assegurar a estabilidade do banco.
O empréstimo de R$ 6,6 bilhões representa o principal instrumento dessa solução. A expectativa é de que a liberação dos recursos reforce a liquidez e o patrimônio do BRB, restabeleça a confiança do mercado e permita ao banco retomar seu planejamento estratégico em um ambiente de maior estabilidade.


