Brasília, 28/07/2026

Trump confirma que intervenção na Venezuela gera “bilhões e bilhões” de lucro aos EUA

247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (27) que o país espera lucrar com o Irã da mesma forma que já lucra com a Venezuela.

“Estamos recebendo muito dinheiro, bilhões e bilhões de dólares da Venezuela. Isso também acontecerá com o Irã”, disse Trump a jornalistas, de acordo com declarações divulgadas pela agência Sputnik.

A bordo do avião presidencial dos EUA, ao ser questionado se ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estavam alinhados em relação ao Irã, Trump afirmou que tem apenas uma “pequena diferença” em relação ao Irã com Netanyahu, mas que as posições dos dois países estão “bastante próximas”.

Mais cedo, no mesmo dia, Netanyahu afirmou que havia partido para Washington, onde se reuniria com Trump e discutiria questões atuais, incluindo a situação envolvendo o Irã.

Na madrugada de 18 de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. No entanto, desde 8 de julho, as forças dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã. O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que as ofensivas foram uma resposta a ações iranianas contra embarcações comerciais que atravessavam o Estreito de Ormuz. As forças iranianas responderam com ataques contra bases norte-americanas no Oriente Médio.

Em 12 de julho, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz até o fim da interferência dos Estados Unidos na região, após uma nova onda de trocas de ataques entre as partes envolvidas no conflito. No dia seguinte, Trump afirmou que os Estados Unidos se tornariam um “guardião” do Estreito de Ormuz. Ele também restabeleceu o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.

Desde o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, autoridades dos Estados Unidos e da Venezuela vêm negociando uma nova agenda bilateral, que inclui cooperação no combate ao tráfico de drogas, a liberação de fundos venezuelanos, a venda de petróleo do país sul-americano, a exploração mineral e a retomada do diálogo diplomático.

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