O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abriu oficialmente sua campanha à Presidência da República neste domingo (16), em um comício na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com um discurso marcado por críticas ao governo Lula e pela defesa do legado político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diante de apoiadores, Flávio atribuiu ao presidente Lula a responsabilidade por problemas como inflação, endividamento das famílias e violência. Uma das frases que pretende transformar em marca da campanha foi “Lula é o caloteiro da esperança”. O senador também afirmou que o país perdeu soberania na segurança pública e criticou o governo por, segundo ele, não enfrentar organizações criminosas.
No palanque, Flávio fez referências ao pai, atualmente preso, e afirmou ter recebido dele a missão de disputar a Presidência. Disse ainda que será o candidato preparado para enfrentar o que chamou de “sistema podre” e pediu aos apoiadores que gritassem “volta, Bolsonaro”.
A esposa, Fernanda Bolsonaro, também participou do ato e recebeu homenagens do candidato, que a chamou de sua “espinha dorsal”. Flávio aproveitou ainda o discurso para defender seu candidato a vice, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), e classificou como falsa a acusação de estupro de vulnerável envolvendo o parlamentar.
Entre as propostas apresentadas, Flávio prometeu promover um corte de gastos públicos a partir de 2027, reduzir impostos e burocracia e combater a corrupção. Na área de segurança, defendeu a classificação do Comando Vermelho, PCC e milícias como organizações terroristas, o endurecimento das penas para estupro e roubo de celulares e a redução da maioridade penal para 16 anos.
Para as mulheres, propôs um voucher para que mães possam utilizar creches privadas enquanto trabalham. Também mencionou medidas voltadas ao empreendedorismo, à pesquisa e tecnologia, à integração entre os sistemas público e privado de saúde e à atualização da tabela do SUS.
Na política externa, Flávio afirmou que pretende ampliar acordos comerciais com países como Estados Unidos, China, Israel, Índia e Argentina. Ao citar o Supremo Tribunal Federal, disse que poderá indicar quatro ministros caso seja eleito, defendendo nomes contrários ao aborto e à liberação das drogas e que, segundo ele, não persigam adversários políticos.
O primeiro ato da campanha, portanto, combinou a defesa da herança política de Jair Bolsonaro com ataques diretos ao governo Lula e a apresentação de propostas centradas em segurança pública, redução de gastos, empreendedorismo e valores conservadores.

