O diagramador Osmar de Jesus Miranda, 75 anos, nascido em Goiás, hoje Estado do Tocantins, morreu em Brasília após sofrer dois acidentes vasculares cerebrais (AVCs). O primeiro, do tipo isquêmico, levou à internação. Durante o período no hospital, ele sofreu um segundo AVC, desta vez hemorrágico, que agravou seu estado de saúde e tornou irreversível o quadro.
A notícia foi recebida com tristeza pelo jornalista Wilson Silvestre, amigo de longa data de Osmar, com quem trabalhou no jornal Diário da Manhã, em Goiânia. Nos anos 80, Osmar se transferiu para o Correio Braziliense e depois atuou na Gráfica do Senado. Na época, Osmar e Silvestre atuavam como diagramadores. “Sempre bem-humorado”, segundo o jornalista, Osmar tinha o apelido carinhoso de “Idi Amin”, referência ao antigo ditador de Uganda, que acabou incorporada pelos amigos como uma forma afetuosa de chamá-lo.
A amizade entre os dois continuou mesmo depois que cada um seguiu seu caminho profissional. Silvestre lembra, inclusive, que chegou a comprar de Osmar um Corcel GT. Mais tarde, Osmar foi trabalhar no Senado Federal e melhorou de vida, mas não perdeu o contato com os antigos companheiros.
Quando voltava a Goiânia, costumava telefonar para Silvestre para marcar encontros regados a conversa e algumas cervejas. Também mantinha uma forte amizade com o caricaturista Mariozan, outro companheiro dos tempos de convivência com o grupo.
Tranquilo e de bem com a vida, Osmar esteve diversas vezes no rancho de Silvestre, sempre acompanhado de Mariozan. Em determinado momento, chegou a manifestar o desejo de comprar o imóvel. O jornalista, porém, conseguiu convencê-lo de que o negócio não seria viável.
Depois disso, Osmar decidiu investir em um pesqueiro às margens do lago de Serra da Mesa. A mudança acabou diminuindo a convivência entre os amigos, mas não interrompeu o vínculo. De tempos em tempos, ele telefonava para Silvestre e reafirmava o desejo de voltar ao rancho.
As lembranças de Osmar ficam agora associadas às histórias dos anos de redação, às amizades construídas ao longo da vida e aos encontros que marcaram a trajetória de um homem descrito pelos amigos como tranquilo, bem-humorado e sempre disposto a aproveitar a vida.
O relato sobre a morte e as lembranças do amigo foi feito pelo hoje jornalista Wilson Silvestre, que conviveu com Osmar desde os tempos em que os dois trabalhavam como diagramadores no Diário da Manhã.

