Brasília, 02/09/2026

Após seis meses engavetada, texto-base da PEC da Segurança é aprovada na CCJ do Senado

Com seis meses de atraso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A votação foi simbólica, em que os votos não são contados nominalmente. Informações do G1. Os senadores ainda vão analisar três trechos do texto da proposta em separado, os chamados destaques.

Tema prioritário para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a PEC agora segue para votação no plenário do Senado, onde ainda não tem data para começar a ser analisada.

Na CCJ, a proposta foi aprovada por XX votos a YY. O parecer do senador Rogério Carvalho (PT-SE) manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados.

A estratégia é agilizar a aprovação final da proposta para que uma das promessas da campanha de 2022 de Lula possa ser alcançada: a criação do Ministério de Segurança Pública.

O presidente já disse que espera a aprovação da PEC para a criação do ministério e acordou a votação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que segurava a proposta desde março.

Apesar da importância, o Senado não deve votar o texto no plenário neste momento. Os parlamentares estão em uma semana de esforço concentrado, com diversas propostas prioritárias para o governo. E o foco no momento é votar a PEC do fim da escala 6×1.

🔎 O Congresso não está de recesso, mas as atividades parlamentares praticamente pararam desde o começo do processo eleitoral. Nesse período, os parlamentares devem diminuir os compromissos de campanha para votar os temas. Eles retornam para as campanhas na próxima semana.

Sistema Único de Segurança Pública

A proposta estabelece na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), cujo objetivo é integrar o combate ao crime organizado entre os entes.

De acordo com o texto, União, Estados e Distrito Federal poderão criar leis na área de segurança pública, incluindo forças-tarefa intergovernamentais, organização das polícias e guardas municipais e do sistema socioeducativo.

Segundo o relator, esse é um ponto central da PEC. “É preciso colocar os entes federados e as forças de segurança pública para colaborarem entre si, não para competirem”, diz Carvalho em seu parecer.

Outro ponto central da PEC da Segurança Pública é sobre o combate a crimes violentos e facções criminosas.

Entre as medidas estão a obrigatoriedade de prisão em estabelecimento penal de segurança máxima ou de natureza especial.

Também fica proibida ou restringida a progressão de regime, a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e de saída temporária.

A PEC também permite a expropriação de todo e qualquer bem, direito ou valor econômico envolvido com as atividades criminosas. As regras valem para organizações criminosas, paramilitares e de milícia privada.

A proposta permite ainda:

  • criação de polícias municipais para o policiamento ostensivo e comunitário;
  • ampliação da atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o policiamento de hidrovias e ferrovias, além de apoiar outras forças de segurança, quando requisitada pelo governador;
  • manter Polícia Federal e PRF sob competência privativa da União, assim como as normas para atividades de inteligência.

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