O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que pedirá ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a abertura de uma investigação contra o ministro Flávio Dino. O candidato acusa o magistrado de atuar politicamente na apuração sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o SBT News, Flávio afirmou durante uma transmissão pelo YouTube que sua defesa deverá questionar a imparcialidade de Dino e pedir seu afastamento das decisões relacionadas ao longa-metragem. O senador também levantou suspeitas de uma possível tentativa de interferência eleitoral envolvendo Dino e Alexandre de Moraes.
Flávio criticou a operação realizada pela Polícia Federal na quinta-feira (10), autorizada por Dino. Para o candidato, a corporação foi mobilizada para apreender documentos que a produtora responsável pelo filme já havia apresentado em uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo.
O senador também questionou a competência de Dino para supervisionar o caso. Na avaliação dele, o ministro teria ampliado indevidamente uma investigação sobre emendas parlamentares para alcançar a produção do filme e obter provas relacionadas a outro inquérito.
Atualmente, dois procedimentos no STF envolvem “Dark Horse”. O inquérito relatado por Dino apura suspeitas de utilização irregular de emendas parlamentares destinadas a entidades e produtoras ligadas ao projeto.
A segunda investigação, conduzida por André Mendonça, examina repasses feitos por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar o filme. Os pagamentos teriam ocorrido a pedido de Flávio Bolsonaro.
A produtora Go Up Entertainment também foi investigada pela Polícia Civil de São Paulo. A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela companhia, é suspeita de envolvimento no desvio de recursos da Prefeitura de São Paulo destinados a um programa de acesso público à internet.
A pedido da Polícia Federal, Dino determinou a transferência desse inquérito para o Supremo, fazendo com que o procedimento passasse a tramitar em seu gabinete.
Flávio Bolsonaro sustenta que a concentração das apurações nas mãos de Dino compromete a imparcialidade do processo. As acusações ainda serão formalizadas e não significam que o STF abrirá automaticamente uma investigação contra o ministro.



