O chanceler Friedrich Merz enfrenta uma crescente pressão política depois de a União Democrata-Cristã (CDU) sofrer duas derrotas consecutivas para a direita radical nas eleições estaduais do leste da Alemanha. O resultado mais grave ocorreu em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde o partido obteve somente 4,9% dos votos e ficou fora do Parlamento regional.
A Alternativa para a Alemanha (AfD) liderou a votação com 37,9%, seguida pelo Partido Social-Democrata, que alcançou 35,7%. Anteriormente, a legenda já havia derrotado a CDU na Saxônia-Anhalt, onde recebeu cerca de 44% dos votos.
Segundo a Sputnik, a imprensa alemã avalia que Merz terá de lutar pela própria sobrevivência política e recuperar o apoio de uma base conservadora cada vez mais inquieta. Uma pesquisa citada na reportagem mostra que apenas 1% dos eleitores considerou positiva a participação do chanceler na campanha regional.
Merz reconheceu que o resultado representou um “desastre” para a CDU, mas afastou a possibilidade de renunciar. Ele afirmou que continuará conduzindo sua agenda de reformas e pretende atuar como uma “âncora de estabilidade” num período de turbulência.
A copresidente da AfD, Alice Weidel, aproveitou a derrota para intensificar os ataques ao governo. Ela afirmou que Merz é “o chanceler errado” e está arrastando a CDU para baixo. O desempenho de 4,9% foi o pior resultado estadual dos democratas-cristãos desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
