Brasília, 22/09/2026

Quaest: Lula tem 37% e Flávio, 33% no primeiro turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, aparecem tecnicamente empatados pela primeira vez no primeiro turno. Segundo a pesquisa Quaest, Lula tem 37% das intenções de voto, contra 33% de Flávio.

A diferença caiu para quatro pontos percentuais, exatamente o limite da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos. Em eventual segundo turno, a disputa também está indefinida: Flávio aparece numericamente à frente, com 42%, enquanto Lula tem 41%.

Contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, a pesquisa foi divulgada na noite de segunda-feira (21). A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro.

O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026.

Diferença cai de sete para quatro pontos

No primeiro turno, Lula oscilou de 36% para 37%, enquanto Flávio avançou dois pontos, passando de 31% para 33%. Na rodada anterior, divulgada em 14 de setembro, a vantagem do presidente era de cinco pontos.

A redução da distância confirma uma tendência observada nas últimas pesquisas da Quaest. Em 2 de setembro, Lula tinha 37% e Flávio, 30%, diferença de sete pontos. Duas semanas depois, o senador chegou a 31%. Agora, alcançou 33%.

O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado, recuou de 7% para 6%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), permaneceu com 4%, enquanto o coordenador do Movimento Brasil Livre, Renan Santos (Missão), caiu de 4% para 3%.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), manteve 1%, e Samara Martins (UP) passou de zero para 1%.

Os indecisos recuaram de 10% para 8%. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar permaneceram em 7%.

Primeiro turno

  • Lula (PT): 37% — tinha 36%;
  • Flávio Bolsonaro (PL): 33% — tinha 31%;
  • Augusto Cury (Avante): 6% — tinha 7%;
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4% — tinha 4%;
  • Renan Santos (Missão): 3% — tinha 4%;
  • Romeu Zema (Novo): 1% — tinha 1%;
  • Samara Martins (UP): 1% — não havia pontuado;
  • indecisos: 8% — eram 10%;
  • branco, nulo ou não vai votar: 7% — eram 7%.

Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e o médico-veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, Lula passou de 28% para 31%. Flávio cresceu de 23% para 26%. A diferença entre os dois permaneceu em cinco pontos.

Segundo turno permanece indefinido

Na principal simulação de segundo turno, Flávio manteve os 42% registrados na semana anterior, enquanto Lula oscilou de 40% para 41%. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 14%. Outros 3% estão indecisos.

A Quaest mostra Lula tecnicamente empatado com Flávio, Caiado, Cury e Renan Santos. O presidente só aparece com vantagem fora da margem de erro contra Zema.

Segundo turno

  • Flávio Bolsonaro: 42% x Lula: 41%;
  • Lula: 41% x Ronaldo Caiado: 39%;
  • Lula: 39% x Augusto Cury: 35%;
  • Lula: 41% x Renan Santos: 38%;
  • Lula: 46% x Romeu Zema: 32%.

No confronto com Flávio, a diferença diminuiu de dois para um ponto percentual. O senador permaneceu com 42%, enquanto Lula passou de 40% para 41%.

Contra Caiado, Lula manteve 41%, e o governador de Goiás continuou com 39%. Na disputa com Cury, o presidente passou de 38% para 39%, enquanto o escritor caiu de 36% para 35%.

Lula também permaneceu com 41% contra 38% de Renan. A única vantagem mais confortável do presidente aparece na disputa com Zema: 46% a 32%, diferença de 14 pontos.

Rejeição supera 50%

A rejeição dos dois principais candidatos permanece acima de 50%. Flávio chegou a 56%, ante 55% na rodada anterior. Lula continuou com 55%.

A diferença de um ponto entre os dois está dentro da margem de erro. Os números indicam que mais da metade dos eleitores afirma que não votaria de jeito nenhum em cada um dos líderes da disputa.

Zema aparece como o terceiro candidato mais rejeitado, com 43%, três pontos acima da rodada anterior. Caiado tem 40%, ante 42%, enquanto a rejeição a Renan Santos subiu de 30% para 35%.

Cury é rejeitado por 28% dos entrevistados. Entre os candidatos com maior presença nas intenções de voto, ele continua com a menor rejeição.

Rejeição dos candidatos

  • Flávio Bolsonaro: 56% — tinha 55%;
  • Lula: 55% — tinha 55%;
  • Romeu Zema: 43% — tinha 40%;
  • Ronaldo Caiado: 40% — tinha 42%;
  • Renan Santos: 35% — tinha 30%;
  • Augusto Cury: 28% — tinha 26%;
  • Rui Costa Pimenta: 25% — tinha 24%;
  • Samara Martins: 13% — tinha 13%;
  • Edmilson Costa: 13% — tinha 12%;
  • Hertz Dias: 11% — tinha 11%;
  • Wilson Grassi: 10% — tinha 11%;
  • Clariana Barão: 9% — tinha 11%;
  • Leonardo Avalanche: 7%.

Crise no STF tem pouco impacto declarado

A rodada foi realizada depois da sessão do Supremo Tribunal Federal marcada por discussões entre ministros durante a análise de pedidos relacionados ao caso Master. Também ocorreu após o anúncio do reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família.

Em outro recorte da pesquisa, divulgado pelo UOL, 62% dos entrevistados afirmaram que a crise no STF não influencia sua escolha eleitoral. O resultado recomenda cautela ao relacionar diretamente a movimentação dos candidatos ao confronto dentro do tribunal.

A pesquisa mostra uma concentração gradual das intenções de voto nos dois primeiros colocados. Lula e Flávio cresceram, enquanto Cury e Renan perderam um ponto cada e o número de indecisos caiu de 10% para 8%.

O presidente conserva a liderança numérica no primeiro turno, mas sua vantagem sobre Flávio encolheu de sete para quatro pontos em menos de três semanas. No segundo turno, o senador aparece um ponto à frente.

Os números não permitem apontar um favorito seguro. Além do empate técnico, Lula e Flávio enfrentam rejeição superior a 50%. A disputa tende a depender da capacidade de cada um para conquistar os eleitores que atualmente apoiam as candidaturas intermediárias ou ainda não escolheram em quem votar.

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