Brasília, 25/09/2026

The Economist vê “pouca esperança” na eleição brasileira

A eleição presidencial de 4 de outubro oferece pouca esperança de mudança para o Brasil. Esse é o diagnóstico de um editorial publicado pela revista britânica The Economist na quinta-feira (24), que examina a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Para a publicação, o país “vira as costas para o futuro”.

O editorial sustenta que o Brasil dispõe de recursos e potencial econômico, mas há décadas cresce menos do que poderia. Na avaliação da revista, a expansão dos gastos públicos e a corrupção estão entre os principais problemas que o próximo governo terá de enfrentar. Sem um plano para conter o avanço da dívida, argumenta, os juros podem continuar elevados e dificultar os investimentos.

A The Economist reconhece as posições de Lula em defesa da democracia e do meio ambiente, mas critica o presidente por, segundo a revista, ter feito pouco para estimular o crescimento e conter despesas. O texto também menciona que ele completará 81 anos em outubro.

Sobre Flávio Bolsonaro, o editorial questiona suas posições a respeito das mudanças climáticas e das urnas eletrônicas. A revista também critica declarações do senador sobre o reconhecimento de uma eventual vitória de Lula e cita sua promessa de conceder indulto ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A publicação menciona Renan Santos (Missão) por suas propostas de reformas e cortes de gastos, mas observa que ele e os demais candidatos fora dos grupos de Lula e Bolsonaro não conseguiram ganhar espaço suficiente na disputa.

Apesar do tom pessimista, o editorial afirma que instituições brasileiras continuam funcionando. Entre elas, destaca a Polícia Federal, a imprensa e a diplomacia. Para a revista, porém, a capacidade dessas instituições de reagir às crises não afasta o risco econômico que ela vê para os próximos anos.

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