A governadora Celina Leão (PP) e as senadoras eleitas Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, reforçaram nas redes sociais o apelo para que os eleitores não confundam os números dos candidatos no segundo turno. A iniciativa ocorre depois de 26.603 votos terem sido anulados por eleitores que digitaram 22 para governador do Distrito Federal, onde o PL não tinha candidatura própria.
Publicado na segunda-feira (5) no Instagram de Celina, o vídeo integra a mobilização para fixar o número da governadora, que disputará o segundo turno contra Leandro Grass (PT). A legenda resume a orientação: “Celina Leão é 11 para governadora e Flávio Bolsonaro é 22 para presidente”. Em seguida, pede que os apoiadores compartilhem a mensagem para evitar novas confusões.
Celina terminou o primeiro turno com 825.530 votos, equivalentes a 49,93% dos válidos. Conforme os resultados reproduzidos pelo Terra, terra.com.br Grass recebeu 569.930 votos, ou 34,47%. A governadora ficou a menos de um décimo de ponto percentual da maioria necessária para encerrar a disputa no domingo.
O número 22 pertence ao PL, partido das duas senadoras eleitas e do candidato à Presidência apoiado por Celina. Embora integre a coligação da governadora, a legenda não lançou candidato ao Palácio do Buriti. Por isso, quem digitou 22 para esse cargo anulou o voto.
Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal divulgados pelo UOL, noticias.uol.com.br os registros no número do PL somaram 26.603 votos. A campanha de Celina atribui parte dessas anulações à confusão de apoiadores que pretendiam votar nela, mas repetiram o número dos aliados.
Na reunião com dirigentes partidários realizada na segunda-feira, com a presença de Michelle e Bia, Celina sustentou que o erro impediu sua vitória no primeiro turno. O Correio Braziliense correiobraziliense.com.br registrou a declaração: “Nós nem teríamos o segundo turno, se essas pessoas tivessem se atentado a isso”.
A governadora também relatou ter recebido telefonemas de eleitores que acreditavam ter ocorrido uma mudança na ordem de votação. Sua explicação foi que a dificuldade estava no número digitado para governador.
Os votos anulados, porém, não permitem identificar a intenção de cada eleitor. Como ressalta a reportagem do Terra, a Justiça Eleitoral registra os números escolhidos na urna, mas não pode determinar a quem seriam destinados os votos inválidos. A conclusão de que a confusão custou a vitória, portanto, é uma avaliação de Celina e de sua campanha.
Com o segundo turno definido, o recado divulgado pelas aliadas procura transformar o apoio político em voto válido: para o Governo do Distrito Federal, o número de Celina é 11.



