A senadora eleita Carol De Toni afirmou que será contrária a um acordo para manter Davi Alcolumbre na presidência do Senado e rejeitou entendimentos políticos que possam impedir a fiscalização de autoridades. Em declarações ao SBT News, ela também defendeu o endurecimento da legislação penal para combater a impunidade em crimes de colarinho branco.
“Temos que fazer uma lei penal mais dura para que o crime de colarinho branco não escape da Justiça, para acabar com a impunidade no nosso país”, declarou.
Questionada sobre as reuniões do senador Rogério Marinho com ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles o presidente da Corte, Edson Fachin, De Toni disse que a bancada não aceitará acordos que comprometam a fiscalização. Os encontros buscaram reduzir as tensões entre os Poderes e afastar a possibilidade de uma “caça às bruxas”.
A senadora eleita afirmou ser contrária a perseguições e retaliações, mas sustentou que isso não pode impedir o cumprimento da lei nem afastar a possibilidade de impeachment.
“Não deve haver caça às bruxas, com certeza, também acho que não deve ter uma retaliação. Mas eu acho que a lei tem que ser cumprida no nosso país”, afirmou. Ao mencionar eventuais acordos que, em sua avaliação, contrariem a moralidade e o sentimento da população, questionou: “Por que não [o impeachment]?”.
De Toni também antecipou sua oposição a uma negociação para reconduzir Alcolumbre ao comando da Casa. Na avaliação dela, o presidente do Senado não deve impedir a discussão de pautas importantes para o país.
“Se tiver um acordo para manter o Alcolumbre como presidente do Senado, eu serei contra”, declarou. “Tem que haver decência e moralidade na condução do Senado também.”
