Brasília, 20/10/2026

Paris restringe circulação após confrontos e bloqueio do Louvre

Paris adotou restrições à circulação e às manifestações nesta segunda-feira (19), após um fim de semana de confrontos, incêndios e saques. A mobilização também atingiu o Museu do Louvre, que suspendeu suas atividades depois de um bloqueio organizado por estudantes.

Nas áreas da Praça da República e de Les Halles, as autoridades estabeleceram toque de recolher das 23h às 6h. Em determinados setores da capital, manifestações foram proibidas entre 20h e 6h. Segundo a Folha de S.Paulo, o governo também adotou restrições para menores de idade em cidades do norte francês.  

A onda de protestos começou com reivindicações de estudantes por melhores condições de ensino e ganhou adesão de outros setores, incorporando críticas ao aumento do custo de vida e à precariedade dos serviços públicos. De acordo com a Euronews, atos inicialmente pacíficos deram lugar, em diferentes cidades, à ação de grupos mascarados que incendiaram veículos, destruíram vitrines e ergueram barricadas.

O balanço divulgado pelas autoridades aponta cerca de 2.400 detenções em toda a França. A Associated Press informou que milhares de estabelecimentos foram danificados ou saqueados. Em Limoges, um incêndio atingiu gravemente o prédio histórico da prefeitura.

A crise aumentou a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, apresentou um pedido de demissão, recusado pelo presidente. Conforme a Euronews, associações empresariais estimam prejuízos de centenas de milhões de euros, enquanto comerciantes tentam recuperar instalações destruídas durante os distúrbios.

A resposta policial também está sob questionamento. Segundo a Associated Press, o uso de granadas e de outros armamentos de controle de multidões provocou cobranças sobre a atuação das forças de segurança e os ferimentos graves sofridos por manifestantes.

Apesar das restrições, organizações estudantis convocaram novos protestos para quinta-feira (22) e sábado (24). Ativistas ligados à retomada do movimento dos Coletes Amarelos também anunciaram manifestações nacionais para sábado, mantendo a pressão sobre o governo francês

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