O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, deu fortes sinais de que o jovem atacante Rayan deverá ser o substituto de Raphinha, lesionado, na partida contra a Escócia, marcada para esta quarta-feira (24), pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Embora tenha evitado confirmar oficialmente a escalação, o treinador elogiou o desempenho do jogador na última partida e destacou sua capacidade de dar amplitude ao setor ofensivo pela direita.
Segundo Ancelotti, Rayan aproveitou bem a oportunidade quando entrou no lugar de Raphinha diante do Haiti e demonstrou potencial para desempenhar a função tática que a equipe necessita. O italiano ressaltou que o elenco possui outras opções ofensivas capazes de se adaptar ao sistema, mas destacou que o jovem atacante oferece características importantes para abrir o campo e aumentar a profundidade das jogadas.
O treinador também reforçou que o foco da comissão técnica está exclusivamente em vencer a Escócia, descartando qualquer estratégia voltada para preservar jogadores pendurados com cartões amarelos. De acordo com Ancelotti, a prioridade é escalar a melhor equipe possível para garantir um bom desempenho e manter a evolução apresentada pela Seleção nas primeiras partidas do Mundial.
A preparação brasileira sofreu um contratempo antes do confronto. O voo fretado que transportava a delegação de Nova Jersey para Miami atrasou cerca de três horas em razão das condições climáticas adversas. Apesar do imprevisto, a programação foi mantida e Ancelotti concedeu entrevista coletiva normalmente na noite de terça-feira.
Durante a conversa com os jornalistas, o treinador afirmou que não pretende acompanhar o outro confronto do grupo, entre Marrocos e Haiti, preferindo concentrar toda a atenção no desempenho brasileiro. Para ele, a Escócia representa um adversário bastante organizado, que ainda luta por uma posição melhor na chave e exigirá máxima concentração da equipe.
Ancelotti avaliou que o Brasil vem evoluindo gradativamente desde o início da competição e acredita que a equipe tem condições de realizar sua melhor apresentação até agora. Como referência, citou o excelente primeiro tempo diante do Haiti, quando a Seleção mostrou intensidade, qualidade na posse de bola e controle das ações. Segundo o treinador, esse nível de atuação precisa ser repetido durante toda a partida.
Na análise do adversário, o comandante destacou a força física da Escócia e seu estilo de jogo bastante definido. A equipe costuma atuar no esquema 4-4-2, utilizando lançamentos longos e grande volume de cruzamentos para a área. Por isso, Ancelotti considera fundamental que o Brasil controle esse tipo de jogada para evitar dificuldades defensivas.
Questionado novamente sobre quem substituirá Raphinha, o treinador preferiu não confirmar nomes, mas voltou a elogiar Rayan, reforçando que o atacante reúne as características ideais para cumprir a função pelo lado direito quando a equipe precisar explorar a largura do campo.
Ancelotti também elogiou o potencial ofensivo da Seleção. Além de destacar a qualidade de Rayan, lembrou da boa atuação de Matheus Cunha, que balançou as redes na rodada anterior, e ressaltou que o Brasil possui jogadores capazes de decidir partidas, incluindo Vini Jr., cuja capacidade de definição foi enaltecida pelo treinador.
Sobre a estratégia para enfrentar a Escócia, o italiano afirmou que pretende repetir o modelo adotado contra o Haiti: controle da posse de bola, qualidade na construção das jogadas pelo meio-campo e eficiência na saída de bola. Para ele, a equipe está assimilando cada vez mais seu estilo de jogo.
O treinador também fez elogios aos experientes Casemiro e Lucas Paquetá, afirmando que ambos oferecem qualidade técnica, liderança e experiência ao meio-campo brasileiro. Segundo Ancelotti, o elenco reúne características variadas, mas todos os jogadores vêm se adaptando cada vez melhor à proposta tática implantada desde sua chegada.
Apesar da satisfação com o desempenho até aqui, Ancelotti ressaltou que o objetivo permanece ambicioso: conquistar o título mundial. Na avaliação do treinador, o Brasil fez uma boa estreia, apresentou evolução no segundo compromisso e trabalha para que a terceira partida seja a melhor da equipe na competição.
Líder do Grupo C com quatro pontos — mesma pontuação do Marrocos, mas em vantagem no saldo de gols —, a Seleção Brasileira entra em campo contra a Escócia sabendo que uma vitória deixará a classificação para a fase seguinte muito bem encaminhada. A expectativa da comissão técnica é confirmar a evolução da equipe e chegar ao mata-mata em alta.


