O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, tem intensificado movimentos para ampliar sua base de apoio e fortalecer sua candidatura nas próximas eleições. Segundo apuração da CNN Brasil, o político aposta em duas frentes principais: a aproximação com o eleitorado evangélico e a escolha de uma mulher como vice em sua eventual chapa presidencial.
De acordo com o analista político Matheus Teixeira, Caiado escalou o deputado federal Otoni de Paula para atuar como ponte com lideranças religiosas. O parlamentar, que já foi aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e posteriormente se aproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora está filiado ao PSD e tem a missão de organizar encontros com pastores e ampliar a presença de Caiado em cultos e eventos religiosos fora de Goiás, seu principal reduto eleitoral.
Estratégia para crescer
Ainda conforme a CNN Brasil, a aproximação com o eleitorado evangélico — um dos segmentos mais relevantes do país — é considerada estratégica para ampliar o alcance nacional do pré-candidato. Tradicionalmente mais conservador, esse público dialoga com pautas defendidas por Caiado, que busca melhorar seu desempenho nas pesquisas eleitorais, nas quais ainda aparece atrás de outros nomes.
Outra frente da estratégia envolve a composição da chapa. Caiado pretende escolher uma mulher como candidata a vice-presidente, preferencialmente de outro partido, como forma de ampliar alianças. Caso não consiga consolidar essa articulação, a ideia é manter a presença feminina na chapa, ainda que com um nome do próprio PSD.
Segundo a análise, ainda não está definido se essa eventual vice virá da região Sudeste ou Nordeste, o que também faz parte do cálculo político para ampliar o alcance eleitoral.
Aliados do pré-candidato reconhecem dificuldades na formação de alianças já no primeiro turno, diante do alinhamento prévio de outras siglas com diferentes candidaturas. Com essas movimentações, Caiado busca sinalizar para dois segmentos considerados decisivos na disputa: o eleitorado evangélico e as mulheres — ambos vistos como fundamentais para viabilizar uma eventual ida ao segundo turno.


