A governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) anunciou nesta sexta-feira (16) que pretende organizar um ato em defesa do Fundo Constitucional do Distrito Federal e cobrou um posicionamento de Leandro Grass (PT), seu adversário no segundo turno. Durante encontro com representantes do setor agropecuário, ela afirmou que mudanças nas regras de cálculo aprovadas pelo Congresso podem prejudicar o financiamento da saúde, da educação e da segurança pública.
Segundo relato divulgado pela campanha, Celina defendeu transparência na discussão e acusou adversários de minimizar os possíveis efeitos das alterações para o Distrito Federal. A candidata afirmou ter recorrido ao Supremo Tribunal Federal para contestar a medida.
“Eu entrei com uma ação no Supremo. O ministro relator é o ministro Zanin. A gente espera que esse texto seja revogado, porque foi aprovado na surdina e pode impactar muito negativamente o DF”, declarou.
Celina também informou que pretende elaborar um documento sobre o tema e encaminhá-lo à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência apoiado por seu grupo político. Ao dimensionar as possíveis perdas, citou uma estimativa de R$ 1,8 bilhão, que atribuiu ao Instituto de Finanças do Senado.
A governadora criticou o que considera falta de mobilização em defesa do Fundo Constitucional e contestou declarações de que os recursos não estariam ameaçados. “É muito dinheiro para a gente perder com uma canetada”, afirmou. O material divulgado pela campanha não apresenta a posição de Grass sobre as cobranças.
No encontro, Celina também tratou de infraestrutura e regularização fundiária rural. Ao apresentar um balanço das ações do governo, mencionou obras viárias, canalização de água e construção de estruturas de armazenamento para atender o setor.
“Eu acho que nós crescemos muito na área rural. Temos mais de 100 quilômetros construídos de área rural, mais de 10 quilômetros de canalização de água e muito mais de 50 tanques e reservatórios que foram construídos”, disse.
A candidata destacou ainda a criação da Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR), que, segundo ela, deverá ampliar a capacidade de conduzir os processos de regularização. Ressaltou, porém, que parte das pendências exige negociação com a União, por envolver terras sob responsabilidade federal.
“Nossa meta é regularizar principalmente essas áreas que são federais. A gente já começou a avançar muito com a ETR”, declarou.
Celina defendeu a articulação com o governo federal tanto para enfrentar os entraves à regularização rural quanto para preservar os recursos do Fundo Constitucional. As duas frentes foram apresentadas pela candidata como prioridades para o Distrito Federal.



