O presidente do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, afirmou nesta segunda-feira (13) que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro tem prejudicado a articulação da direita ao priorizar disputas internas em vez de concentrar críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
De acordo com a reportagem do O Estado de S. Paulo, a declaração foi feita durante o HBR Summit Brasil 2026, em São Paulo. No evento, Ciro afirmou que o foco da oposição não deve estar em conflitos entre aliados. “Nosso adversário não é o Nikolas, não é o Eduardo, não são as pessoas que estão nessas discussões”, disse, ao comentar o embate envolvendo o deputado Nikolas Ferreira.
Ainda segundo o O Estado de S. Paulo, as declarações ocorrem em meio a críticas públicas de Eduardo Bolsonaro a Nikolas, a quem acusa de não apoiar de forma suficiente uma eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro.
O senador também afirmou que o verdadeiro adversário político está fora do campo da direita. “Nosso adversário é o atraso do nosso País, é esse governo que não representa o que queremos para o futuro”, declarou, conforme a reportagem.
De acordo com o O Estado de S. Paulo, Ciro defendeu que a direita retome uma agenda centrada em temas como segurança pública, saúde, educação e competitividade econômica, reduzindo o peso da polarização e de “discussões inúteis”.
A fala ocorre no momento em que a federação entre PP e União Brasil discute seu posicionamento para as eleições de 2026 e mantém interlocução com aliados de Flávio Bolsonaro, ainda segundo o O Estado de S. Paulo.
Confusões
Nos últimos meses, Eduardo Bolsonaro tem se envolvido em episódios que geraram desgaste dentro da própria direita:
- Conflitos internos: críticas públicas a aliados, como Nikolas Ferreira, criando divisões no campo conservador.
- Disputa por protagonismo: embates indiretos ligados à possível candidatura de Flávio Bolsonaro, evidenciando divergências estratégicas.
- Foco disperso: críticas de lideranças, como Ciro Nogueira, apontam que Eduardo tem priorizado disputas internas em vez de atacar o governo Luiz Inácio Lula da Silva.
- Impacto político: esses episódios são vistos como fatores que dificultam a unificação da direita para as eleições de 2026.
Em síntese, a atuação recente de Eduardo Bolsonaro é percebida por parte da própria base como um elemento de fragmentação, num momento em que aliados defendem maior coesão estratégica.



