Em editorial de hoje (18) a Folha de S.Paulo afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem ampliado gastos públicos e expandido o crédito estatal como forma de estimular a economia em período pré-eleitoral. Segundo o jornal, diante das limitações impostas pela meta fiscal, o Palácio do Planalto passou a recorrer a programas de financiamento e incentivos creditícios que não impactam diretamente o resultado primário das contas públicas.
O texto cita medidas como linhas de crédito para compra de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, além de programas de habitação, microcrédito, renegociação de dívidas estudantis, ampliação do Desenrola e operações do BNDES. Também há estudos para beneficiar taxistas e motoristas de aplicativos.
De acordo com o editorial, estimativas apontam que o impulso creditício deve subir de 0,7% do PIB, em 2022, para 1,2% neste ano. A Folha avalia que essa política pode gerar aumento da inflação, dificultar a queda dos juros e elevar o custo financeiro para empresas e famílias.
O jornal também compara parte dessas iniciativas às políticas adotadas no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, apontando que programas semelhantes tiveram efeitos colaterais no passado, como problemas no setor de transporte e impactos econômicos posteriores.
Segundo o editorial, o cenário atual já mostra aumento das expectativas para a inflação e para a taxa Selic, além do crescimento das recuperações judiciais e do número de brasileiros endividados. Para a Folha, as medidas representam estímulos temporários ao consumo, sem mudanças estruturais na produtividade ou na eficiência do gasto público.



