Brasília, 28/06/2026

Cuba denuncia impacto do bloqueio dos EUA e reforça defesa da soberania

Um artigo assinado por Aixa Alfonso e publicado no jornal Tribuna de La Habana afirma que o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba é o principal responsável pelas dificuldades enfrentadas pela ilha ao longo das últimas décadas. O texto sustenta que a medida, mantida por mais de 60 anos, é uma das mais prolongadas e severas da história contemporânea.

Segundo a autora, diferentes administrações norte-americanas adotaram estratégias de pressão política, econômica e midiática com o objetivo de enfraquecer o processo revolucionário iniciado em 1959. O artigo também relembra o contexto anterior à Revolução Cubana, marcado por desigualdade social, repressão e pobreza durante o governo de Fulgencio Batista, derrubado por forças lideradas por Fidel Castro.

O texto destaca ainda ações atribuídas a Washington, como campanhas de desinformação, sanções econômicas e operações encobertas, além de leis como Torricelli e Helms-Burton, que reforçaram o embargo ao longo dos anos. A autora critica a inclusão de Cuba em listas relacionadas ao terrorismo e aponta contradições na política externa dos Estados Unidos.

Durante a pandemia de Covid-19, o artigo afirma que as restrições dificultaram o acesso do país a insumos médicos, agravando a crise sanitária. Ao mesmo tempo, ressalta que Cuba manteve programas de cooperação internacional, enviando profissionais de saúde a outros países.

A publicação também contrapõe a atuação cubana, descrita como voltada à solidariedade internacional, à política externa norte-americana, associada a intervenções e sanções. Segundo o texto, há sinais de desgaste interno nos Estados Unidos diante de conflitos prolongados.

Por fim, o artigo enfatiza que Cuba não representa ameaça aos EUA e reafirma a defesa da soberania nacional e da autodeterminação do povo cubano. A autora conclui que pressões externas tendem a fortalecer a unidade interna do país e reforça a ideia de que “pátria é humanidade”, como princípio de resistência e identidade nacional.

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