Brasília, 09/06/2026

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em mais de 2 anos

O dólar fechou cotado a R$ 4,9969 nesta segunda-feira (13), em queda de 0,29%. É a primeira vez em mais de dois anos que a moeda americana encerra abaixo de R$ 5. Em 27 de março de 2024, a moeda fechou a R$ 4,979.

O  Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,34%, aos 198.001 pontos, atingindo um novo recorde. A alta da bolsa foi sustentada principalmente pelo avanço das blue chips Vale e Petrobras, que seguem amparadas pelo fluxo de recursos estrangeiros e endossadas pelo avanço de commodities como o minério de ferro e o petróleo no exterior.

Segundo os analistas, a cotação do dólarreflete os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Após o fracasso nas negociações por um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, o dia começou com os mercados em baixa. Mas no decorrer do dia, os investidores foram ficando mais otimistas.

Isso porque, entre outras declarações, presidente Donald Trump disse que recebeu uma ligação das “pessoas certas do Irã” e que elas “querem muito fechar um acordo”.

Depois ele voltou a ameaçar o Irã, dizendo que “caso não haja um acordo, o resultado não será agradável”.  O Irâ também se manifestou.

Nesta manhã, entrou em vigor o bloqueio anunciado por Trump a navios que circulem pela rota de ou para portos iranianos.

A medida abalou o mercado de transporte marítimo em um dos principais corredores do comércio global.

E mexeu no preço do barril do petróleo. O tipo Brent, referência global, subia 3,27% por volta das 16h, negociado a US$ 98,31 por barril.

 Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 1,35%, a US$ 97,87.

Expectativa de inflação

No mercado interno, o destaque foi o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, com a  expectativa de inflação para 2026 voltando a superar o teto da meta, também refletindo as preocupações com a guerra no Oriente Médio.

Para este ano, a projeção do IPCA subiu a 4,71%, de 4,36%, na quinta alta seguida.

Além disso, o mercado repercutiu declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em eventos do Banco Mundial e do FMI. (IG)

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