Brasília, 13/06/2026

EUA bloqueia o Estreito de Ormuz

O bloqueio militar imposto pelos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz entrou em vigor na segunda-feira, após o fracasso das negociações de paz com o Irã, segundo o The Wall Street Journal (WSJ).

De acordo com o WSJ, mais de 15 navios de guerra americanos foram posicionados para sustentar a operação, indicando uma escalada significativa na presença militar na região. Um comunicado da UK Maritime Trade Operations confirmou a imposição de restrições à navegação em áreas costeiras iranianas no Golfo Pérsico, no Golfo de Omã e em partes do Mar Arábico.

O presidente Donald Trump afirmou, em publicação nas redes sociais citada pelo WSJ, que embarcações iranianas que se aproximarem do bloqueio poderão ser destruídas com táticas semelhantes às usadas em operações contra o narcotráfico marítimo.

Ainda segundo o WSJ, o governo iraniano reagiu afirmando que, caso seus portos sejam ameaçados, nenhuma instalação marítima na região será considerada segura — ampliando o risco de um confronto direto.

 Negociações EUA–Irã

As negociações recentes entre Estados Unidos e Irã, realizadas no Paquistão no fim de semana, terminaram sem acordo, conforme apuração do The Wall Street Journal (WSJ).

Principais pontos discutidos:

  • Programa nuclear iraniano:
    Os EUA propuseram que o Irã suspendesse o enriquecimento de urânio por até 20 anos (WSJ, com base em fontes familiarizadas com as negociações).
  • Flexibilização americana:
    A proposta representaria um abrandamento de exigências anteriores de Washington, que tradicionalmente defendia restrições mais amplas ao programa nuclear de Teerã (WSJ).
  • Impasse central:
    O Irã resiste a abrir mão de sua capacidade de enriquecimento, considerada estratégica pelo regime (WSJ e análises diplomáticas).
  • Escalada paralela:
    Enquanto as negociações avançavam, os EUA preparavam medidas militares, culminando no bloqueio do Estreito de Ormuz após o fracasso das conversas (WSJ).

O resultado foi um cenário de dupla pressão: tentativa diplomática frustrada e aumento simultâneo da tensão militar, elevando o risco de desdobramentos mais amplos no Golfo Pérsico.

Tags

Gostou? Compartilhe!