O domingo foi marcado por emoção na despedida de Gabigol do Flamengo. Por sinal, o artilheiro deu adeus com um gol. Ele marcou no empate por 2 a 2 com o Vitória, no Maracanã, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. O ídolo foi ovacionado do começo ao fim.
Acompanhado da família, Gabigol foi homenageado antes de a bola rolar. Os troféus dos 13 títulos conquistados (duas Copas Libertadores, dois Brasileiros, duas Copas do Brasil, duas Supercopas do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e quatro Cariocas) foram expostos no Maracanã.
A torcida reverenciou o ídolo, pediu para ele ficar e fez um mosaico com a comemoração eternizada pelo atacante e levantou um bandeirão com momentos marcantes dele. As crianças também cercaram o ídolo na hora do Hino, em demonstração genuína do tamanho de Gabigol na história do Flamengo.
De 2019 até 2024, Gabigol viveu uma história intensa com a camisa do Flamengo. A trajetória é recheada de gols, títulos e idolatria. O atacante também viveu dias difíceis, como a punição por tentativa de fraudar exame antidoping e a polêmica por usar uma camisa do Corinthians.
E até no ano mais complicado, que teve menos chances com Tite e a suspensão pelo antidoping, o ídolo conseguiu brilhar e foi decisivo no título da Copa do Brasil. Ainda no gramado da Arena MRV, Gabigol anunciou que estava de saída e disparou contra a diretoria. Em 2023, o Flamengo encaminhou a renovação de contrato. Entretanto, recuou e depois mudou a oferta. A relação só se desgastou e culminou com o adeus do ídolo, em fim de contrato. Neste domingo, a torcida xingou o presidente Rodolfo Landim.


