O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) prometeu implantar tarifa zero nos ônibus até o fim de um eventual mandato, reorganizar a gestão da saúde e ampliar a contratação de servidores por concurso público. Em entrevista ao DF2, da TV Globo, na sexta-feira (16), também reconheceu erros de planejamento na administração do ex-governador Agnelo Queiroz (PT), entre 2011 e 2014.
Na área de transporte, Grass defendeu a revisão dos contratos das empresas de ônibus e a adoção de remuneração por quilômetro rodado. Segundo ele, a mudança permitirá implementar a gratuidade gradualmente, começando por determinados públicos e linhas, até alcançar todo o sistema ao final de quatro anos.
O candidato também prometeu melhorar as frotas e ampliar os horários dos ônibus e do metrô. Ao ser questionado sobre o modelo contratado durante o governo Agnelo, afirmou que teria conduzido o processo de outra forma e criticou a fiscalização e a transparência dos contratos na atual gestão.
Na saúde, Grass esclareceu que não pretende extinguir imediatamente o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Disse que manterá os profissionais responsáveis pelo atendimento e fará o instituto atuar como prestador de serviços, sob maior fiscalização, com a Secretaria de Saúde no comando da política do setor.
O petista afirmou ainda que pretende recompor o quadro da secretaria por meio de concursos e contratações. Criticou o funcionamento do Iges-DF e defendeu mudanças na gestão sem interromper os serviços dos hospitais e das unidades de pronto atendimento administrados pelo instituto.
Na educação, Grass propôs ampliar a oferta de creches, escolas em tempo integral e ensino médio profissionalizante. Também defendeu investimentos em tecnologia e equipamentos, com formação que permita aos estudantes concluir a escola mais preparados para o mercado de trabalho.
Ao abordar a falta de profissionais nos serviços públicos, prometeu substituir cargos comissionados por servidores concursados em áreas prioritárias. Sustentou que a reorganização permitiria reforçar o atendimento à população sem ampliar os gastos correspondentes.
Questionado sobre reajustes de servidores que não foram integralmente pagos durante o governo Agnelo, Grass reconheceu que faltaram planejamento e adequação à situação econômica. Prometeu estabelecer previsão orçamentária e cronograma para futuras recomposições salariais, priorizando as carreiras que considera mais defasadas.
O candidato também afirmou que pretende reorganizar despesas e ampliar a arrecadação sem aumentar impostos. Entre as propostas, citou zerar a tributação da cesta básica.
Sobre a disputa eleitoral, Grass disse acreditar em uma virada no segundo turno e afirmou que sua candidatura busca representar eleitores interessados em mudança, além dos partidos de esquerda. Acusou o grupo adversário de uso eleitoral da máquina pública e mencionou uma denúncia sobre vídeo que teria empregado inteligência artificial para simular sua voz.
Nas considerações finais, pediu aos eleitores que comparem sua trajetória à de Celina Leão (PP). Prometeu enfrentar a fila da saúde, ampliar o transporte sobre trilhos e concluir obras de hospitais, UPAs e da expansão do metrô em Samambaia.

