Brasília, 10/03/2026

Indicação de Flávio fortalece candidatura de Lula

O cenário político mudou bruscamente hoje com o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Trata-se de uma decisão que surgiu claramente sem estratégia, articulação ou alianças — como ficou evidente na reação do Centrão e de partidos da própria direita. A análise é da jornalista Thais Herédia, CNN.

Ao deixar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de lado, ainda que este movimento possa ser apenas o primeiro de muitos, a família Bolsonaro escancara o receio de que uma direita moderada, mais palatável e competitiva, ganhe força e empurre o bolsonarismo para a irrelevância.

A decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter sido ruim para a oposição, mas foi excelente para o presidente Lula (PT), que passa a ocupar com folga o lugar de favorito na disputa eleitoral. Foi exatamente essa leitura que levou o mercado financeiro a reagir com veemência: a Bolsa registrou sua maior queda desde fevereiro de 2021 — quando Jair Bolsonaro interveio na Petrobras —, o dólar disparou e os juros futuros subiram.

São sinais claros de que, caso o cenário político consolide Lula rumo à reeleição, a correção dos mercados — que vinham em ritmo de otimismo — pode ser mais intensa.

Não há certeza sobre o que virá a seguir, tampouco sobre quanto tempo a candidatura de Flávio Bolsonaro irá durar ou se não passa de um balão de ensaio. Mas uma coisa ficou evidente: Bolsonaro pode até perder uma eleição — o que ele não admite é perder o protagonismo.

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