A Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou que países consumidores liberem reservas estratégicas de petróleo para reduzir os impactos do que pode se tornar um dos maiores choques no mercado desde a crise energética da década de 1970.
O conflito teve início após ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos há cerca de duas semanas. Desde então, os confrontos se espalharam para o Líbano e já teriam provocado cerca de 2 mil mortes, segundo estimativas citadas por autoridades e veículos internacionais.
De acordo com a Guarda Revolucionária do Irã, ao menos três embarcações foram atingidas após desobedecerem ordens das forças iranianas nas águas do Golfo Pérsico. A ação ocorre em meio à intensificação dos bombardeios conduzidos pelos aliados ocidentais, que, segundo o Pentágono, estão entre os mais intensos desde o início da guerra.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em entrevista ao site Axios que a campanha militar pode estar próxima do fim, dizendo que restam poucos alvos relevantes no Irã. Apesar disso, autoridades americanas alertaram para o risco de ataques contra instalações de energia e interesses dos EUA no Oriente Médio.
Nos mercados, o petróleo, que havia recuado para cerca de US$ 90 por barril após atingir quase US$ 120 no início da semana, voltou a subir cerca de 5% diante das novas tensões. Ao mesmo tempo, os principais índices da Wall Street registraram queda, refletindo a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento global de energia.


