Israel afirmou nesta terça-feira (17) ter matado o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, durante uma série de ataques aéreos contra alvos estratégicos no país. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que citou dados das Forças de Defesa de Israel.
Segundo Katz, Larijani era uma das principais figuras na coordenação da resposta militar de Teerã aos recentes ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos. O ministro acrescentou que o ex-presidente americano Donald Trump seria informado sobre os resultados da operação.
Até o momento, o governo do Irã não confirmou oficialmente a morte de Larijani. Autoridades iranianas também não comentaram publicamente as declarações israelenses, o que mantém incertezas sobre o desfecho da ação.
De acordo com a Reuters, Israel também afirmou ter atingido outros integrantes da estrutura de segurança iraniana na mesma ofensiva, incluindo comandantes de forças paramilitares. Já a Associated Press destacou que, se confirmada, a morte de Larijani representaria um dos golpes mais significativos contra a liderança iraniana nos últimos anos.
O Financial Times informou que Larijani era considerado um dos principais estrategistas do país, com forte influência nas decisões de segurança nacional. O The Guardian ressaltou que ele desempenhava papel central na articulação da resposta iraniana às operações militares recentes.
A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, com trocas de ataques diretos e indiretos entre Irã e Israel. Nas últimas semanas, o governo iraniano tem reagido com o lançamento de mísseis e drones, ampliando o risco de um conflito regional mais amplo.
Analistas avaliam que uma eventual confirmação da morte de Larijani pode levar a uma intensificação das ações militares por parte de Teerã. A eliminação de autoridades de alto escalão costuma provocar respostas mais duras, especialmente em cenários de confronto direto.
O envolvimento dos Estados Unidos no contexto do conflito também é visto como um fator de ampliação da crise, com potenciais impactos para outros países da região, incluindo nações do Golfo.
Até a última atualização, não havia confirmação independente sobre a morte de Ali Larijani, e o caso segue em desenvolvimento.
