Tarcísio Gomes de Freitas: até o governador de São Paulo teria dificuldades com o discurso hard de Pablo Marçal numa campanha eleitoral | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Como se sabe, Pablo Marçal está, no momento, inelegível, por decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo. Mas há quem postule que, quando o processo chegar em Brasília, a decisão paulista poderá ser revogada.

Se for candidato, Pablo Marçal será um páreo terrível para Gilberto Kassab. Polêmico e corajoso, ele bate tão duro quanto Mike Tyson e Francis Ngannou. O presidente nacional do PSD terá couro grosso o suficiente para resistir aos seus petardos? É provável que não.

Conta-se, em São Paulo, que os tarcisistas e os kassabistas estão operando para evitar que Pablo Marçal se filie a um grande partido. Porque, se isto ocorrer, será um páreo duríssimo para Gilberto Kassab e, mesmo, para Tarcísio de Freitas. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, perdeu as estribeiras com as críticas “atômicas” do jovem político e empresário goiano. Ele é capaz de fazer qualquer tipo de pergunta, as mais desconcertantes possíveis.

O “cerco” é considerado grande. Mas, se conseguir se filiar ao União Brasil de Antônio Rueda e do governador de Goiás, Ronaldo Caziado, Pablo Marçal será um candidato a governador temível.

Em 2024, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, sem nenhuma estrutura partidária, exceto a que ele mesmo articulou, Pablo Marçal ficou em terceiro lugar, mas foi bem votado e deu um trabalhão danado tanto para o prefeito Ricardo Nunes, do MDB, quanto para Guilherme Boulos, do Psol (bancado pelo PT do presidente Lula da Silva).

Pablo Marçal colocou todos os candidatos na roda, inclusive o apresentador de televisão José Luiz Datena, que, pego no contrapé, mostrou sua faceta violenta, agredindo o rival fisicamente. Daqui a um ano e seis meses, se puder ser candidato, certamente fará o mesmo. Com o detalhe de que estará mais experiente e poderá contar com uma estrutura multiplicada, com o apoio de um grande partido, como o União Brasil. (E.F.B.)