O presidente do Chile, José Antonio Kast, chega a sete meses de governo com 64% de desaprovação e 27% de aprovação. Segundo reportagem da revista Fórum, o levantamento Agenda Criteria mostra desgaste do governante de extrema direita em meio às dificuldades econômicas e à insatisfação com os rumos da administração.
A pesquisa ouviu 802 pessoas entre os dias 8 e 9 de outubro. Para 82% dos entrevistados, o desempenho do governo ficou abaixo das expectativas. Apenas 18% consideram que a gestão superou o esperado.O cenário econômico amplia os desafios de Kast. O Banco Central chileno reduziu a previsão de crescimento para 2026 a um intervalo entre 0,25% e 0,75%. O desemprego atingiu 9,6% no trimestre encerrado em agosto, maior patamar em cinco anos.
Alinhado à família Bolsonaro e ao presidente argentino Javier Milei, Kast chegou ao poder com promessas de austeridade e redução do Estado. A Fórum destaca, porém, que a disposição dos chilenos para aceitar cortes encontra limites na preservação dos benefícios sociais.
Embora 52% dos consultados apoiem diminuir o número de servidores públicos, somente 19% concordam com cortes em programas sociais. A redução de bônus e subsídios tem apoio de apenas 8%, indicando resistência a ajustes que atinjam diretamente a renda das famílias.

