O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem conversado com líderes mundiais para buscar reduzir a tensão na América Latina, após a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela no dia 3 de janeiro. Nesta quarta-feira (14), Lula telefonou para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com quem conversou sobre a situação na Venezuela. Segundo o governo russo, os dois concordaram em coordenar ações para reduzir as tensões na região e garantir a soberania e os interesses do Estado venezuelano.
“Os líderes trocaram opiniões sobre questões internacionais da atualidade, com foco na situação da Venezuela. Enfatizaram as abordagens fundamentais compartilhadas pela Rússia e pelo Brasil no que diz respeito à garantia da soberania estatal e dos interesses nacionais da República Bolivariana. Concordaram em continuar coordenando esforços, inclusive no âmbito da ONU e por meio do Brics, para reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões”, diz a nota do Kremlin.
As autoridades russas afirmaram ainda que, “no contexto da próxima reunião da Comissão de Alto Nível Russo-Brasileira, em fevereiro de 2026, foram discutidas em detalhe questões relativas ao desenvolvimento da cooperação bilateral em diversas áreas”.
O Palácio do Planalto confirmou o telefonema e detalhou, em nota, o teor da conversa que teve duração aproximada de 45 minutos, destacando os preparativos para a realização da 8ª Comissão Bilateral de Alto Nível Brasil – Rússia (CAN), no próximo dia 5 de fevereiro.
“Os presidentes concordaram que a reunião bilateral será oportunidade para dinamizar áreas prioritárias como comércio, agricultura, defesa, energia, ciência e tecnologia, educação e cultura. A pedido do presidente Lula, o presidente Putin comprometeu-se a enviar delegação de alto nível para participar presencialmente do encontro em Brasília”, diz a nota, que ressalta a copresidência do vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, e do primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin.
O governo também informou que, durante a ligação, Lula e Putin falaram sobre a situação mundial diante da agressão dos Estados Unidos à Venezuela e o tensionamento com o Irã, que vive onda de protestos desde dezembro.
Em discurso bastante alinhado ao Kremlin, o Palácio do Planalto informou que os líderes “reiteraram a importância de que a América do Sul e o Caribe sigam como zonas de paz. Defenderam o papel dos países do Brics para fortalecimento das instituições de governança global, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança”. (Brasil de Fato)
