O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta quarta-feira (21) um celular de presente do deputado André Janones (Rede-MG) e do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). A entrega integra a estratégia de ampliar a participação do candidato à reeleição nas redes sociais e mobilizar apoiadores na reta final da campanha.
Segundo o SBT News, o momento foi divulgado em vídeo para celebrar o crescimento do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, que ultrapassava 7,5 milhões de seguidores por volta das 19h20. Janones havia prometido convencer o presidente a ter um aparelho próprio caso o canal atingisse 5 milhões de inscritos.
Na brincadeira, o deputado se apresentou como “general” da mobilização e atribuiu a Lula o posto de “marechal”, a mais alta patente do Exército, reservada a períodos de guerra.
A campanha pretende alcançar 10 milhões de seguidores até a noite de sexta-feira. Janones também prometeu realizar uma transmissão ao vivo de 24 horas para tentar conquistar votos antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
Durante comício em Belo Horizonte, no início da noite, Lula comentou o presente e convocou os apoiadores a participar do canal. O presidente comparou o esforço para superar Flávio Bolsonaro (PL) à resistência vietnamita na guerra contra os Estados Unidos.
“Eu nunca tive um celular. Agora, eu ganhei um celular do governador do Piauí. A partir de amanhã eu vou ter um celular e vou fazer parte do Exército do Lula. E quero convidar a todos vocês a entrar no nosso exército para a gente chegar a 10 milhões”, declarou.
Lula também retomou a brincadeira com as patentes militares. “O general Janones e o marechal Silva, que sou eu, vamos comandar a derrota do exército adversário. Eles pensam que nós somos fracos, mas somos que nem o exército do Vietnã que derrotou os EUA”, afirmou.
Mais cedo, a continuidade do canal havia sido colocada em dúvida após circular a informação de que os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preparavam uma proposta para suspender o funcionamento de grupos e canais políticos com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores à votação.
Presidente do TSE, Nunes Marques negou posteriormente que pretendesse adotar a medida. Em declaração à Coluna da Basília, do SBT News, o ministro afirmou que não convocaria uma reunião para discutir o assunto diante da proximidade da eleição.
“Não vou convocar nenhuma reunião para debater o tema. Estamos em cima do pleito”, disse.

