O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, afirmou que Washington está ampliando sua presença militar no Oriente Médio para reforçar as operações em curso contra o Irã, em meio à escalada do conflito na região.
Durante coletiva de imprensa, ao lado de Caine, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que a estratégia americana não envolve esforços de reconstrução nacional. Segundo ele, o foco permanece estritamente militar. Hegseth acrescentou que Teerã não demonstrou disposição para negociar um “acordo pacífico e sensato”, indicando que as vias diplomáticas seguem bloqueadas.
Em meio à intensificação das hostilidades, três caças norte-americanos foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait, em um episódio classificado como fogo amigo. O incidente ocorreu enquanto forças dos Estados Unidos e de Israel mantinham bombardeios contra alvos estratégicos no Irã.
Em resposta, Teerã lançou novos ataques contra Israel e contra instalações militares e industriais em países do Golfo. A ofensiva foi intensificada após o assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, evento que elevou drasticamente a tensão regional e ampliou o risco de um conflito de maiores proporções no Oriente Médio.
O cenário atual indica uma rápida deterioração da segurança regional, com impactos potenciais sobre o comércio internacional, especialmente no fornecimento de energia, e com crescente preocupação da comunidade internacional quanto à possibilidade de uma confrontação direta de maior escala.
