A líder da oposição venezuelana María Corina Machado deixou Washington nesta terça-feira com destino a Santiago, onde participará da cerimônia de posse presidencial no Chile. O evento ocorre nesta quarta-feira no Congresso chileno, em Valparaíso, quando o atual presidente Gabriel Boric transmitirá o cargo ao líder conservador José Antonio Kast.
Antes da viagem, Machado esteve na capital norte-americana para compromissos políticos, incluindo um segundo encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião foi mencionada por veículos internacionais como o jornal espanhol El País.
Além de participar da cerimônia de posse e realizar uma visita institucional ao Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, a dirigente venezuelana programou atividades com a comunidade de expatriados. Um encontro com venezuelanos residentes no Chile está previsto para quinta-feira, às 17h, no Paseo Bulnes, próximo ao Parque Almagro, no centro de Santiago. De acordo com organizadores citados pela imprensa chilena, a expectativa é de que o evento reúna grande número de participantes da diáspora venezuelana.
Machado tem intensificado agendas internacionais desde que recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Em dezembro, ela esteve em Oslo para a cerimônia oficial do prêmio, onde participou de encontros com apoiadores e venezuelanos residentes na Europa durante a tradicional procissão das tochas dedicada aos laureados, segundo informações divulgadas pela Fundação Nobel.
No fim de fevereiro, a líder oposicionista também se reuniu em Washington com integrantes de seu partido, o Vente Venezuela, em um encontro organizado por apoiadores nos Estados Unidos, conforme relataram participantes e reportagens de veículos internacionais.
A última vez que Machado participou de uma mobilização de grande porte dentro da Venezuela ocorreu em 9 de janeiro de 2025, nas ruas de Caracas. Na ocasião, ela deixou o esconderijo para protestar contra a posse do presidente Nicolás Maduro. Minutos após aparecer na manifestação, foi interceptada e detida por agentes ligados ao governo venezuelano. Segundo relatos da oposição e reportagens de veículos como Reuters e BBC News, a dirigente foi obrigada a gravar vídeos antes de ser liberada.

