A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, 68 anos, decidiu ficar na Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar em 2015. Disputas internas e convites de outras siglas, como PT, PSOL e PSB, levaram Marina a avaliar sua saída, mas o martelo pela permanência foi batido após a ministra deixar o governo Lula. Informações da CNN.
Deputada federal, Marina é um dos nomes cotados para disputar a segunda vaga ao Senado na composição da chapa do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), na disputa pelo governo de São Paulo. A outra já está com a também ex-ministra Simone Tebet, recém-filiada ao PSB.
Márcio França, que também deixou o governo nesta semana, corre por fora. O ex-ministro já sinalizou a aliados que não gostaria de concorrer como deputado federal. No PT, a visão atual é de que França pode contribuir com Haddad, mas que ainda não há martelo batido sobre a posição na chapa ao Palácio dos Bandeirantes.
Segundo aliados, Marina Silva trata a disputa pelo Senado como uma batalha à parte. Afirmam, entretanto, que a deputada está decidida a trabalhar por Lula e Haddad em São Paulo.
“Bioma democrático”
Marina deve oficializar a decisão de ficar na Rede em uma nota à imprensa ainda neste sábado (4), o último dia da janela partidária.
A ideia é argumentar a decisão traçando paralelos entre a política e o meio ambiente, enfatizando a defesa da parlamentar pelo que chama de “ecossistemas” partidários fortes e saudáveis para garantir o equilíbrio do “bioma” democrático.
Marina enfrenta um contexto complexo, com embates jurídicos dentro da Rede ainda pendentes. Em fevereiro, um juiz anulou o Congresso Municipal do Rio de Janeiro do partido por irregularidades e fraudes em processo interno. A reunião tinha como objetivo promover uma revisão estatutária da sigla, fortalecendo o grupo da deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ).

